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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

“SENÃO EM FAVOR DA PRÓPRIA VERDADE”


O descompromisso com a verdade absoluta na intenção de inserir uma verdade relativista é o mal deste século e está disseminado em todos os seguimentos da sociedade inclusive no religioso. Uma afirmação falsa hoje, muitas vezes tem igual ou maior aceitação do que uma verdade irrefutável de épocas passadas. Tal tipo de procedimento no meio daqueles que se dizem cristãos, tenta obscurecer a pureza da teologia bíblica e a austeridade da ortodoxia cristã que tem como âncora da salvação os ensinamentos de Jesus Cristo. Considerada uma das maiores desconstruções do ensinamento bíblico é ousar submeter os atributos de Deus a uma escala de valores humanista que procura mostrar a intensidade de um atributo em detrimento aos demais. Um processo muito usado pelos teólogos quando elegem o amor como o maior atributo de Deus. Veja o que afirma Silas Daniel em seu livro: As seduções das novas teologias. “Todos os atributos divinos, mesmo sua imutabilidade, sua onisciência e sua onipotência são diminuídos e reinterpretados para favorecer o atributo do amor”. Esse modo de pensar opõe-se a teologia bíblica que considera todos os atributos de Deus essenciais para que se possa entender a sua essência. Ao considerar o amor como o maior atributo de Deus estão adotando as idéias de Ritschi. Sobre o assunto analise o que John Frame diz em seu livro: Não há outro Deus. “Os teólogos erram ao pensar que a centralidade do seu atributo favorito exclui a centralidade de outros atributos. Esses escritores estão (como muitas vezes acontece com os teólogos) certos no que afirmam, mas errados nas coisas que negam. Ritschi está certo ao dizer que o amor é a essência de Deus, mas errado ao dizer que santidade não é. Esse tipo de erro geralmente vem ligado a outros erros teológicos. Quando um teólogo centraliza o amor de Deus em contraste com outros atributos, a sua intenção contrariando as escrituras visa “intencionalmente” (do autor do trabalho) lançar dúvidas sobre a realidade ou a intensidade da ira e do juízo de Deus”. Esse ensinamento constitui-se uma heresia, visto que a própria definição de atributo é conclusiva ao afirmar que: “atributo é uma propriedade intrínseca ao seu sujeito pela qual ele pode ser distinguido ou identificado”. Na verdade, não há limitações no ser de Deus e nos seus atributos, porque Deus é perfeito. Sem corpo, portanto sem extensão espacial. Por outro lado, através de um outro processo tenta-se desacreditar o principal fundamento da fé cristã; a inerrância bíblica. Quando alguém faz uma afirmação particular sobre salvação e condenação sem apoiar sua fala nos alicerces dos conceitos divinos, está se constituindo juiz no lugar de Deus. É comum se ouvir de muitos pseudo cristãos declarações unilaterais como: “Esse homem era um santo de Deus e já está no céu”. “Essa mulher morreu com Cristo e foi para o céu”. “Esse homem era uma pessoa tão boa e certamente já foi para o céu”. Isso fora alguns outros que afirmam já estarem no céu mesmo ainda vivendo neste mundo. Ninguém tenta ponderar a existência da dualidade na criação divina; se existe sim existe não; se existe o bem existe o mal; se existe salvação existe condenação, se existe vida existe morte; se existe céu existe inferno, e assim por diante. O homem faz escolhas o tempo todo. A nossa vida ressume-se em escolhas o tempo inteiro. Tudo aqui no mundo depende das escolhas do próprio homem e essas suas escolhas estão subordinadas as escolhas de Deus, por isso resulta sempre numa consequência dualista: boa ou má. Ao exercer juízo, o ser humano julga o que está aparente, mas Deus julga também o que está interiormente. “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas e com Ele mora a luz”. Daniel 2: 22. O apóstolo Paulo nunca usou das Escrituras para pregar conceitos unilaterais colocando dúvidas aos ouvintes sobre as decisões que Deus tomaria em decorrência das atitudes humanas. Mesmo falando sobre si mesmo ele não julgou haver alcançado a sua salvação. “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo a escravidão, para que pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado’. 1Co. 9: 27. Paulo não se considerava salvo. “Todavia, a mim muito pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas, nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações, e então cada um receberá de Deus o louvor”. 1Co. 4: 3-5. Paulo está afirmando que todos sem exceção só serão julgados na segunda vinda do Senhor Jesus Cristo quando da ressurreição dos mortos. Como é possível afirmar salvas ou que estão no céu pessoas que nunca confessaram o Senhor Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu único Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3; 16. Em vez disso devotaram suas adorações à natureza, aos animais e aos mortos que ainda não foram ressuscitados para que no juízo do Filho de Deus, até esses mortos sejam julgados como salvos. “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do homem”. João 6: 26 e 27. Como pode alguém dizer que estão salvas ou que irão para o céu pessoas que confessaram o Senhor Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador e não o amam. “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai e Eu também o amarei e me manifestarei a ele”. João 14: 21. Como pode alguém dizer que estão salvas ou que irão para o céu pessoas que querem usufruir os privilégios de filhos, mas as suas atitudes são de bastardos. “Porque me chamas: Senhor, Senhor, e não fazes o que Eu mando?” Lucas 6; 46. Que ninguém se engane, não se entra no céu pela confissão da boca, pela vontade da mente ou pelo desejo da alma, mas quando o coração for de Jesus Cristo. “Esse povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”. Mateus 15: 8. Por fim, não adianta você amar todas as pessoas distribuindo-lhes todos os seus bens e chegar ao ápice de morrer queimado por elas; (como afirmou Paulo aos Coríntios 13: 3) se o primeiro amor não for para Jesus Cristo, significa que você não tem amor a ninguém e tudo o que foi feito de nada terá proveito.

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