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sábado, 5 de novembro de 2011

MAIS CRISTIANISMO


                MAIS CRISTIANISMO

            A Bíblia é a Palavra de Deus e nós cristãos somos desafiados a conhecê-la melhor, pois nela estão contidos todos os desígnios de Deus, no que diz respeito a toda humanidade, mas em especial ao judaísmo e ao cristianismo.
            Cabe uma rápida panorâmica bíblica para entendermos melhor esta reflexão. A Bíblia é dividida em Velho Testamento do original hebraico Tanak, onde nos encontramos em primeiro lugar a revelação geral de Deus, isto é: toda a realização da Sua criação e os primeiros relacionamentos de Deus com os homens através dessas primeiras revelações. Num segundo momento, Deus se faz conhecer através de vários eventos históricos, quando intervém na vida de um homem chamado Abrão especificamente para ser o pai de uma nação chamada Israel, um povo exclusivamente seu o qual libertou do Egito mediante operação de maravilhas que culminaram na páscoa, na travessia do mar vermelho, na conquista da terra prometida, no cativeiro e novamente no retorno do cativeiro para a terra da promessa. Esse projeto de Deus influenciaria o destino de toda a humanidade. Dele Abraão assim chamado posteriormente, descende os israelitas e como diz o Apóstolo Paulo: “pertence-lhes a adoração, e também a glória, as alianças, a legislação, o culto, e as promessas, deles são os patriarcas e também deles descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo sempre Amem”, Rm. 9: 4, 5. Aos israelitas também foram reveladas por Deus muitas das profecias a respeito da vinda do seu Filho, porém eles não entenderam de que modo aconteceria, nem o tempo do acontecimento e ainda não compreenderam o propósito da sua vinda a terra, e até hoje mais de 2000 anos após a sua estada com eles, os mesmos ainda não aceitam a revelação de Jesus Cristo como Filho de Deus.
            A segunda divisão da Bíblia chamas-se Novo Testamento e é a parte mais relevante por se tratar da revelação especial de Deus, por isso nos foi transmitida através de seu próprio Filho como escreveu o autor da carta aos Hebreus, 1: 1. Indiscutivelmente a encarnação de Jesus Cristo, como os demais acontecimentos sobre sua vida, sua morte e sua ressurreição constituem-se no mais alto grau da revelação especial de Deus. Jesus Cristo revelou o Pai (Jo. 1: l4), mostrou a natureza de Deus (Jo. 14: 9), o poder de Deus (Jo. 3: 2), a sabedoria de Deus (Jo. 7: 43), a glória de Deus (Jo. 1; 14), a vida de Deus (Jo. 1: 1-3), o amor de Deus (Rm. 5: 8), nosso Senhor Jesus Cristo fez tudo isso através dos seus atos (Jo. 2: 11) e de sua Palavra (Mt. 16: l7). “Eu e o Pai somos um”, (Jo. 10: 30). Então Jesus veio para os judeus e eles não o receberam, e para nossa alegria, e regozijo, Jesus voltou-se para todos nós os gentios e o apóstolo João diz no Evangelho: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crerem no seu nome; os quais não nasceram, nem do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do homem, mas de Deus”, Jo. 1: 12, 13. Esta revelação esteve escondida desde os tempos da eternidade como afirma o Apóstolo Paulo quando proclama que: “O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações, agora, todavia, se manifestou aos seus santos, aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é. Cristo em vós a esperança da glória”, Cl. 1: 26, 27. O próprio Senhor Jesus dimensionou a importância do Novo Testamento como revelação especial de Deus quando afirmou: “Bem aventurados, porém os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram; e ouvir o que ouvis, e não ouviram”, Mt. 13: 16, 17.
            Não por merecimento nosso, mas pela graça, a misericórdia, a longanimidade, e o amor do nosso Deus, que tudo referente à revelação destinada aos gentios estava guardada em Jesus Cristo, a qual se revelaria assim como aconteceu na plenitude dos tempos, isto é, no tempo devido para que todos os gentios convertidos ao cristianismo fossem alcançados pelo projeto de Deus através da sua graça pela fé no seu Filho Jesus Cristo, o próprio autor e consumador da nossa fé. Hb. 12: 2.
             O ministério do apóstolo Paulo foi-lhe entregue pelo próprio Senhor Jesus. Vamos rever o que Jesus mandou que Paulo fizesse: “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para (testemunhar do evangelho da graça de Deus). Agora eu sei que todos vós em cujo meio passei (pregando o reino de Deus), não vereis mais o meu rosto. Portanto eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos, porque jamais deixei de vos (anunciar todo o desígnio de Deus)”, At. 20: 24 a 27. O ministério do apóstolo Paulo em suas epístolas esta todo fundamentado nestes três preceitos recebidos do próprio Senhor Jesus Cristo: Testemunhar do evangelho da graça de Deus, pregar o reino de Deus e anunciar todos os desígnios de Deus.
 Testemunhar da graça de Deus já era uma manifestação do povo de Deus no Velho Testamento. “Bendito seja Deus, que não rejeita a minha oração, nem se aparta de mim a sua graça”, Sl. 66; 20. Mas nada se compara com a revelação especial da graça no Novo Testamento, porque o Senhor Jesus é a própria graça de Deus, não só manifestada, porém revelada na sua resplendorosa forma por meio da sua encarnação. Por isso João afirma: ‘Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” Jo. 1; 17. É para testemunhar sobre a graça de Deus que os apóstolos e todos nós somos convocados pelo Senhor Jesus em Atos l; 8. O Espírito Santo constantemente testemunha em nossos corações que Jesus Cristo é a graça de Deus. “Quando, porém, vier o Consolador, que Eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim; e vós também testemunhareis porque estais comigo desde o princípio”, Jo. 15: 26.
            Pregar o reino de Deus é a segunda imposição de Jesus Cristo ao apóstolo Paulo, e o apóstolo escolheu simbolicamente “comida e bebida” as duas coisas mais importantes sem as quais ninguém sobrevive para representar que materialmente em nada que existe no mundo vai-se encontrar o reino de Deus, porque este reino não é deste mundo, pois se trata de um reino espiritual. “Porque o Reno de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz, e alegria no Espírito Santo”, Rm. 14: 17. O apóstolo menciona espiritualmente a representação da trindade para representar o reino de Deus. A Justiça de Deus. A Paz de Cristo. A Alegria no Espírito Santo. As pregações do apóstolo Paulo mesmo por epístolas estão todas baseadas em coisas espirituais e jamais em coisas materiais.
            Anunciar os desígnios de Deus é a terceira determinação que compõe o ministério que o apóstolo Paulo recebeu do Senhor Jesus Cristo. Esta expressão anunciar os desígnios de Deus, segundo o contexto dos versículos 26, 27 de Atos capítulo 20, intima o apóstolo para que além de proclamar a vontade, o desejo e os propósitos de Deus, ele seria cobrado quando fizesse qualquer restrição ou omissão de anunciar qualquer recomendação quanto ao comportamento que levaria o cristão ao desvio e a perda da salvação, isto é, responsável pelo sangue daqueles que ele teve a oportunidade de anunciar os desígnios de Deus e não o fez por conveniência pessoal ou omissão. Essa era a antiga função do atalaia em Ezequiel 3: l7-18. O ministério de JESUS CRISTO está  contido é no NOVO TESTAMENTO. O que se está pregando nos dias de hoje? Por isso proclama-se MAIS CRISTIANISMO JÁ.