sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O LIVRE ARBÍTRIO HUMANO E A SALVAÇÃO DIVINA

Deus criou o homem concedendo-lhe vontade própria na liberdade de escolha para cumprir o que Ele determinou no seu plano original e para que a própria humanidade fosse responsabilizada pelas suas próprias decisões. No princípio essa condição envolvia até mesmo a decisão sobre a sua própria salvação e tinha uma real conotação de livre arbítrio. Esse era o estado original do ser humano, na criação sem defeito algum como acontece com tudo o que Deus faz. Também disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele o domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã do sexto dia”. Êxodo 1: 26, 31. Tudo que o homem fazia era do agrado de Deus, porque fazia de acordo com a sua vontade. A obediência é o principio fundamental para existir perfeita comunhão entre Deus é o homem. Com a adesão do homem ao plano de Deus a humanidade desfrutaria de um verdadeiro livre arbítrio, o qual consta no direito de escolher pertencer a Deus e o direito de rejeitar qualquer outro senhorio. O homem fez um mau uso da sua liberdade de escolha, ou livre arbítrio, pois num momento de extrema infelicidade abdicou da sua comunhão com Deus despojando-se da sua perfeição para tornar-se um ser mortal afastado espiritualmente de Deus pela desobediência. Alias todo pecado em si seja ele qual for é uma desobediência a Deus. O pecado constituiu-se numa barreira de separação entre o homem criado em perfeição e Deus, isto é: entre Deus santo e puro e o homem agora pecador resultado que trouxe trágicas conseqüências sobre toda a criação de Deus. Mesmo com a queda do homem, ele não perdeu a vontade própria na liberdade de escola quanto a sua condição humana, porque está escrito: “Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Porventura, tendo Ele prometido, não o fará? Ou tendo falado não cumprirá?” Nm. 23: 19, porém, o homem trocou a liberdade total o verdadeiro livre arbítrio que só possui quem obedece a Deus, por um falso livre arbítrio oferecido pelo inimigo, uma liberdade que o levou a ser um contumaz praticante do pecado tornando-se assim um escravo desse pecado. A pior e mais danosa conseqüência para o homem foi à morte espiritual. Com a morte espiritual a condição humana no que diz respeito às coisas espirituais, torna-se totalmente nula. Então aquele livre arbítrio total e irrestrito da primeira condição do homem com Deus não permaneceu na segunda condição do homem sem Deus, mas apenas um livre arbítrio parcial concernente só as coisas materiais. Deus não tirou o livre arbítrio humano, mas ao se afastar de Deus, o homem por si mesmo abdicou do direito do livre arbítrio quanto a sua espiritualidade. O pecado tirou a condição espiritual do homem. Aqui cabe uma pergunta: Então como o homem pode alcançar a salvação mesmo que ele deseje ser salvo se ele está destituído da sua condição espiritual? Após a queda do homem o meio de salvação para toda a humanidade está totalmente na dependência de Deus. O homem não tem nenhum mérito na sua salvação. O homem pode querer mais só Deus pode efetuar. As condições que levam o homem do pecado a salvação são: a convenção, a conversão ou arrependimento, a confissão para remissão, a fé, a santificação (1) A convenção é o agir do Espírito Santo no nosso interior para nos convencer de que somos pecadores necessitando justificação de Deus para escapar do juízo final. João 16: 7-11. (2) A conversão é uma mudança de direção; quando o homem pela bondade de Deus é conduzido ao arrependimento das práticas pecaminosas. Romanos 2: 4. (3) A fé é um dom que Deus só nos concede quando cremos realmente em seu Filho Jesus Cristo como nosso único Senhor e Salvador. Efésios 2: 8 e 9. Todas as condições que nos levam a salvação só pertencem a Deus; o homem não pode produzir fé, o homem não pode convencer a si mesmo e o homem não pode por si mesmo chegar ao arrependimento. Todos os esforços do homem em obras escritas na lei são em vão, pois o homem por mais que se santifique ainda assim é um pecador hereditário e que nada pode apresentar a Deus para ser justificado. “É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Porque ainda dentro de pouco tempo aquele que vem virá, e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé, e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma.” Gl. 3: 11, Hb. 10: 37,38. Para não deixar nenhuma dúvida ou interrogação sobre “O livre arbítrio humano e a salvação divina,” vamos esclarecer dúvidas sobre um texto que é usado por alguns, porém, fora do contexto escrito e assim diminuem a glória de Deus sustentando a participação humana na salvação. Este texto está em Tiago: 2:18,26. “Mas alguém dirá: Tu tens fé e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé. Porque assim como o corpo sem o espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta. Primeiro precisamos entender um princípio importante que é a interpretação textual. Quando o apóstolo Paulo trata de salvação independente de obras em Efésios 2: 8,9, é que as obras para o apóstolo Paulo já são uma conseqüência da intervenção de Deus na pessoa já antes confirmada; pela fé, pelo convencimento e pelo arrependimento que o dom que Deus colocou gratuitamente no seu coração. Portanto quando Paulo diz: “não de obras para que ninguém se glorie.” Para Paulo as boas obras só podem ser conseqüência do resultado da uma pessoa já salva em Cristo Jesus; as boas obras surgem pela influência do Espírito de Deus que foi implantado no coração do homem através de Cristo. Não podemos comparar com o texto de Tiago 2: 18,26, porque Tiago não está em nenhum momento do texto afirmando que nós somos salvos pelas obras. Quando Tiago diz “mostra-me a tua fé sem obras e eu pelas minhas obras te mostrarei a minha fé”. Contextualmente Tiago está se referindo a uma necessidade de comprovar ou de mostrar ao mundo que a sua salvação foi efetivada pela aquela mesma fé a que Paulo se referiu quando disse que é um dom exclusivamente de Deus. Logo Tiago quer dizer que; apenas você dizer que tem fé em Cristo Jesus não tem nenhuma validade se não for comprovada através das obras que o Espírito Santo opera naqueles que pela vontade de Deus já estão em Cristo. Os dois estão de acordo que as obras são uma ação de Deus numa pessoa que já está salva por Jesus Cristo. Sem Jesus Cristo nenhuma obra é aceita, por isso as obras não salvam mesmo as melhores. “Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus homem o qual a si mesmo se deu em resgate por todos”. 1Timóteo 2: 4 -6a.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

REALIDADE ENTRE A VIDA E A MORTE

REALIDADE ENTRE A VIDA E A MORTE
Não há como compreender o binômio; vida e morte do ser humano sem primeiro definir sua composição física, especificar sua atividade funcional e determinar período de existência.
Embora existam divergências entre os estudiosos sobre a formação do ser humano seja no campo das ciências físicas, humanas e até na ciência da religião como no caso dos que defendem uma dicotomia, isto é; o homem tem um corpo, mas eles entenderem que alma e espírito são a mesma coisa e os defensores da tricotomia, ou seja; o homem tem um corpo, mas eles defendem que a alma e o espírito não são a mesma coisa. Convém ressaltar que conforme as Escrituras, o ser humano é composto de Corpo, Alma e Espírito.
Citaremos de início três versículos extraídos da Bíblia Sagrada, o manual da criação de Deus para fundamentarmos princípios e conceitos na formação deste estudo
Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. Gn. 2:7.
Se Deus pensasse apenas em si mesmo, e para si recolhesse o seu Espírito e o seu sopro, toda carne juntamente expiaria, e o homem voltaria para o pó. Jó 34: 14-15.
Pois não contenderei para sempre, nem me indignarei continuamente; porque do contrário o espírito definharia diante de mim e o sopro de vida que Eu criei. Is 57: 16.
Ressalte-se que no primeiro versículo o soprar de Deus nas narinas trouxe ao ser humano a alma. Basta substituir nos demais versículos a palavra sopro por alma que notaremos a diferença entre alma e espírito.
Está claro, nos três versículos quando Deus fala através dos profetas Moisés e Isaias Ele faz clara diferença entre alma e espírito.
Corpo- É a parte material do ser humano composta de vários órgãos que agrupados são responsáveis por todo o complexo das atividades físicas.
Alma- É o conjunto de atividades psíquicas que ultrapassam ao natural em função da ação que Deus atribuiu a alguns dos órgãos responsáveis pelo estado de consciência onde são expressos por livre arbítrio humano; os movimentos, os sentimentos, a inteligência e a vontade própria todos inerentes a vida enquanto animal racional.
Espírito- Como falou o Senhor Jesus o espírito é tal como o vento “sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito. Jo 3: 8. O espírito pertence a uma sobre-naturalidade que transcende a matéria sendo portanto imortal, imanente de um único ser, o Ser de Deus, portanto não é parte integrante , mas sim um componente que pode tanto ser adicionado como subtraído do corpo humano.
Para o homem desfrutar da criação divina, a obediência a vontade de Deus era a única condição que o manteria vivo. Com o pecado da desobediência o homem trouxe para a criação o componente chamado morte, tanto a Física; a morte do corpo quanto à espiritual; a morte do espírito Quando isso acontece; ambos se extinguem como está escrito na bíblia: “E o pó volte à terra como o era e o espírito volte a Deus que o deu”. Ec. 12. 7. No caso da alma humana de onde parte todas as nossas ações, isto é; onde acontecem os pensamentos tantos os bons quanto os maus, os sentimentos tanto os bons quanto os maus as ações tanto as boas quanto as más essa jamais morrerá, ela simplesmente dormirá. “Não queremos porém irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais que não tem esperança” 1Ts. 4: 13. Isto até que aconteça a sua ressurreição quando então a mesma se unirá a um corpo espiritual para enfrentar o tribunal de Cristo. “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por maio do corpo”. 2Co. 5: 10.Para este julgamento a alma está incluída,pois foi ela quem sujeitou o corpo as ações pecaminosas por ele praticadas e somente a alma será responsável por essas ações. O destino do corpo Deus determinou um tempo de vida. Sua duração pode variar entre: fração de segundo do nascimento até mais ou menos cento e vinte anos. ”Então disse o Senhor Deus: O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal, e os seus dias serão cento e vinte anos” Gn. 6:3. O homem foi totalmente destituído da imortalidade que tinha no inicio da sua criação. Deus é Espírito é Santo é Puro e é também o sustentáculo da vida espiritual humana, portanto não pode conviver com o pecado nem com o pecador. Ao afastar-se do homem deixou-o espiritualmente morto.
A nossa morte corporal não precisa de comprovação, pois nós presenciamos que diariamente a morte chega à vida de alguma pessoa seja ela em qualquer idade. Já a morte espiritual precisa nós recorremos a Bíblia porque como Deus é Espírito ouviremos do próprio Espírito de Deus, porque quem entende as coisas de Deus senão o seu próprio Espírito.
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”. Ef.2:1.
O homem não pode viver sem Deus, mas Deus pode viver sem o homem, porém,Ele não quer que o homem viva sem Ele. Por isso preparou um cordeiro antes da fundação do mundo para que ao ser morto naquela cruz, pagasse a justificação dos nossos pecados perante Deus e nos regatasse da mão do diabo restituindo-nos vida espiritual “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar porque é o Filho do homem. Jo. 5:26-27.
Esta vida dada pelo Filho e que o Apóstolo Paulo afirma que alguns recebem, após estarem mortos por causa do pecado é a vida espiritual ou a imortalidade da alma como queiram a vida eterna com Jesus. Uma nova aproximação de Deus com o homem se tornou possível porque apesar d’Ele aborrecer o pecado Ele ama o pecador como afirma em sua Palavra. Porém isso só acontecerá enquanto nos estivermos em nossa vida física corpo, alma e espírito, pois só aceitando Jesus Cristo como o Senhor e Salvador em vida podemos ser renovados espiritualmente e então sermos salvos. Depois da primeira morte não ha mais nenhuma condição de salvação, e todos quantos não o aceitaram sofrerão a condenação.do juízo de Deus “E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e depois disso o juízo” Hb. 9: 27. O corpo tornando-se pó e o espírito voltando a Deus, somente a alma participa.da ressurreição dos mortos quando ela recebe um corpo espiritual tornando-se

QUAL O SENTIDO DA VIDA

QUAL O SENTIDO DA VIDA
Aquilo que atualmente desperta atenção e admiração é apenas momentâneo. Você alguma vez já teve a sensação que ao chegar no final do caminho e de ter alcançado os alvos sentir-se vazio. A sensação de que tudo aquilo que você edificar, não permanecerá nada que realmente seja útil.
A geração dos seus avós passaram...a dos seus pais passará em breve...e a sua também não demorará muito para acabar. Do mesmo modo como o sol nasce e se põe todos os dias, os elementos da natureza fazem o mesmo.
Observei e provei de tudo que a vida tem a oferecer, e tive de constatar que tudo é sem utilidade, sem sentido e sem valor. Eu disse para mim mesmo: “Não é o poder que me interessa. Não é o dinheiro que traz satisfação. Então, esforcei-me para ser sábio, mas até isso mostrou-se sem valor, pois quanto.mais você souber, mas sofrerá.
Então decidi: “Vou viver desregradamente!”, e tentei sufocar meus problemas com a bebida, mas os problemas não podem ser “afogados” pois eles “nadam” muito bem e sempre voltam a superfície.
Aproveitei tudo que se pode desejar, obtive tudo que fascinava meus olhos e mesmo assim não encontrei algo que me satisfizesse. Depois de mim tudo o que edifiquei passará para outro e será desperdiçado.
“Sei que tudo quanto Deus faz durante dele. O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou”.
“Vi ainda debaixo do sol que no lugar do juízo reinava a maldade e no lugar da justiça, maldade ainda. Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e toda obra. Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animai; porque tudo é vaidade. Eclesiastes 3: 14-19.
Depois de analisar tudo isso, tendo sido o homem de maior sucesso que já viveu, recomendo-lhe: “Se você fizer tudo o que quiser para aproveitar a vida,ainda assim nada você vai alcançar e ainda vai ter de prestar contas a Deus um dia. Portanto: “Lembra-te hoje do seu Criador!”. Ec. 12: 1.
Finalizando quero dizer: “Ame a Deus, pois esse é o único sentido da vida; Ele é tudo para o homem e nEle tudo tem sentido. Somente dessa maneira a vida tem sentido e só assim vale a pena viver.
Sinceramente
Salomão rei de Israel

Jesus expressou o sentido da vida com estas palavras: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste João. 17: 3. Você, prezado leitor, ficará buscando o sentido da vida, desesperadamente e em vão, até encontrar sua satisfação em Jesus Cristo. Houve uma razão para que Ele viesse ao mundo, morresse por nós na cruz, ressuscitasse dentre os mortos e voltasse ao Pai. Se você invocar o nome do Senhor com sinceridade, você não apenas descobrirá o sentido da vida, mas experimentará e achará a verdadeira paz. (Norbert Lietz).rá eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam dia

NASCER DE NOVO

NASCER DE NOVO
Um influente fariseu chamado Nicodemos procurou o Senhor Jesus e disse: “Rabi sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. A isso respondeu.Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” e “Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito”. João 3: 2, 3,5 e 6.
Quando da criação do homem tomou Deus do pó da terra deu-lhe forma humana e logo em seguida soprou em suas narinas dando-lhe vida. No final do versículo 7 de Gêneses 2 diz que: “o homem passou a ser alma vivente.”
O apóstolo Paulo falando aos coríntios diz que: “O primeiro homem, Adão, foi feito, alma vivente. O último Adão, porém é espírito vivificante. Mas não é o primeiro o homem espiritual. e sim, o natural; depois o espiritual.” 1. Co. 15: 45, 46.
Jesus quis fazer Nicodemos entender que até a sua vinda não havia homem espiritual e que se ele tivesse mesmo interessado no reino de Deus teria de submeter-se a um novo nascimento. Isso Nicodemos só experimentaria através do nascimento da água através do batismo para arrependimento dos pecados e do nascimento espiritual que somente o Espírito Santo de Deus enviado por Jesus Cristo realizaria. “Mas eu vos digo a verdade: Convém que eu vá, porque se eu não for o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.” João. 16: 7.
O nascimento da água chamado de “batismo” nas águas é uma cerimônia judaico-cristã que já existia antes de Jesus Cristo para confissão e arrependimento de pecados. Após a vinda Jesus foi dada uma nova conotação; passando a representar a morte do velho homem e a ressurreição com Cristo para uma nova vida. O apostolo Paulo afirma: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai assim também andemos nós em novidade de vida.” Rm. 6: 4.
Nascer do Espírito é realmente receber o Espírito Santo para fazer morada dentro de nós. Esse acontecimento resulta numa pessoa que passa a andar em espírito, não mais na carne, a carne realmente está morta. Quem anda em espírito anda realmente em novidade de vida as coisas velhas não mais existem porque foram sepultadas com a morte do homem natural. Em Gálatas 5: 16,Paulo nos ensina assim: “Andai no Espírito, e jamais satisfareis à concupiscência da carne”.
Porém, devido às diversas situações em que este mundo nos coloca, às vezes tornamo-nos inconstantes na nossa firmeza espiritual. Muitas vezes em rápidos lampejos das nossas decisões o velho homem ressurge do túmulo sobrepondo-se ao novo homem pondo em risco tudo o que Deus com tanto amor lhe concedeu. Isso sempre se deve a questão do homem não examinar-se a si mesmo. A palavra de Deus diz que nós devemos examinarmos a nós mesmo para participarmos da ceia do Senhor (1 Co. 11: 28). Será que esse exemplo não seria oportuno para comprovarmos se realmente recebemos também o Espírito Santo após o batismo nas águas. Será que aquele velho homem realmente foi morto naquele tanque ou se fez de morto? Será que aquela velha mágoa ou aquele ódio bem guardado de alguém não vai barrar a nossa entrada do reino de Deus? Será que maus costumes resultado de maus pensamentos vai impedir nós conhecermos o reino de Deus? Quando nós não perdoamos a nós mesmos aquilo que o Senhor Jesus já perdoou, nós queremos tirar o mérito da salvação de Deus para nós. Ainda pior é quando nós passamos na cara os pecados dos outros os quais já foram lavados pelo sangue de Cristo. Nós estamos duvidando do poder que há no seu sangue para perdoar pecados. Em apocalipse Apocalipse 12: 10 está escrito que foi expulso o nosso acusador das nossas almas e assim ele também não tem mais poder sobre a nossa mente.
Quando nós notarmos que não estamos produzindo frutos espirituais e que não houve mudança do velho para o novo homem é que o nosso coração não se predispôs a receber a fé que Deus nos concedeu para o arrependimento. Tente de novo porque tantas quantas vezes você tentar o Senhor está pronto a nos receber. Façamos assim: Roguemos a Deus Nosso Pai que em nome de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos seja concedido o fortalecimento da nossa fé para que assim possamos receber o Espírito Santo é um novo nascimento.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A VINDA DO SENHOR JESUS

A VINDA DO SENHOR JESUS
A vinda do Senhor Jesus é tão certa como o ar que d'Ele recebemos para viver. A Bíblia é muito clara quando trata desse assunto, pois Ele mesmo mencionou que ela aconteceria muito em breve e até indicou alguns fatos que antecederiam esse episódio. No entanto deixou bem claro que isso ocorreria repentinamente, ou inesperadamente; de surpreza quando ninguém espera.
Desde o tempo da elevação de Jesus Cristo aos céus até os dias atuais o homem tem previsto a sua vinda, porém tem falhado em todas as tentativas. Ainda na época dos seus apóstolos havia entre eles uma expectativa da sua breve vinda e devido a teimosia de alguns deles o apóstolo Pedro escreveu em uma das suas epístolas: "Há todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia, Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento". 2Pe. 3: 8 e 9.
A nossa vida enquanto no corpo está ligada de alguma maneira com o tempo. Ao contrário do que acontece após a morte quando tudo se torna atemporal, isto é: o tempo simplesmente não existe, um segundo do nosso tempo após a morte é a própia eternidade.
A melhor maneira de demonstrar esta afirmação é através do sono. Existem dois tipos de sono; o sono do corpo ou sono do repouso físico e o sono da alma ou sono da morte. Todos conhecem o sono do repouso físico, já o sono da morte comvém que apresentemos uma referencia bíblica para mostrar essa verdade. "Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção". Sl. 16: 10. O rei Davi inspirado por Deus através do Espírito Santo está profetizando a ressurreição de Jesus Cristo.
Que isso fique bem patente; quando a alma adormece na morte, já começa a dormir numa condição atemporal onde tudo é eterno, portanto sem começo nem fim de dias para ser contado. Quando a alma morre, inicia o sono da morte até o momento da ressurreição com a vinda do Senhor Jesus e isso é como se tivessem dado um piscado; adormecem e acordam sem haver uma mínima fração de tempo, mesmo que tenham se passado milhares de anos. Quando o Senhor Jesus estava na cruz, respondeu assim o pedido de um dos ladrões que havia sido crucificado ao seu lado: "Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso". Lc. 23: 43.

Ninguém é justificado ou condenado depois de morto, nos já morremos justificados ou condenados, portanto devemos estar preparados para a vinda do Senhor Jesus. Apesar de não ter sido fixado o tempo exato da sua vinda, o dia e a hora certa estão bem definidos para nós; é o dia e a hora da nossa morte física. É mesmo como o Senhor Jesus falou, repentinamente ou inesperadamente; de surpresa quando ninguem espera. "Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa". Ap. 3: 11.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

AS OBRAS DE DEUS TEM O SÊLO DO SEU ESPÍRITO



Todas as más obras são condenáveis, mas as boas obras dos homens também não podem salvá-los, antes os levam a condenação, porque por trás dessas obras ainda que sejam boas sempre existem maus propósitos. Por isso não pode haver mérito algum nas obras, pois verdadeiramente as boas obras não são produto da natureza humana. Como o homem sendo mau pode produzir alguma coisa boa? Só ha uma solução; Jesus Cristo fazer esse velho homem morrer para que no seu lugar possa nascer uma nova criatura, um novo ser nascido de Cristo. "È assim, se alguém está em Cristo é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas". 2Co. 5: 17.



Até aqueles que desconhecem as palavras de Jesus, e o poder de Deus também praticam boas obras, mas quando o fazem sempre existe um propósito mau; o propósito muitas vezes é usufruir os méritos para sua própia exaltação.


Quando Deus realiza as obras no interior do novo humem ou quando Ele usa o novo homem já renascido para realizar suas obras, estas obras que nele se realizam serão seladas porque este homem é um outro ser, aquele outro já foi morto pelas águas do batismo, e este novo ser nascido no lugar daquele foi batizado por Jesus Cristo com o Espírito Santo, e as obras que são feitas através dele não são mais dele e sim obras de Deus através do Espirito Santo que habita no seu interior, este sim tem o Espirito Santo que é o penhor da herança dos salvos. João Batista testemunhou assim de Jesus: "Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará , com o Espírito Santo e com fogo". Mt. 3: 11.


Nenhum esforço humano, nem mesmo a vontade própria no direito de escolher que é um atributo da natureza humana doado por Deus ao homem pode colaborar com a sua salvação, o mérito é único e exclusivamente da graça de Deus pela fé em Jesus Cristo. "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus Cristo se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debeixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai". Fp. 2: 9 - 11.


Para alcançar a salvação só existe um único caminho, ir a Jesus Cristo para ser batizado com o Espírito Santo para que Deus passe a recebê-lo como filho. O apóstolo Paulo confirma que nos somos selados quando cremos em Jesus Cristo, porque Ele nos batiza com o Espírito Santo. "nós, os que de antemão esperamos em Cristo, em quem também vos, depois de ouvirdes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa," Ef. 1: 12b e 13. Então não só as obras mais tudo na vida passa a ter o sêlo do Espírito Santo que é a marca da ação de Deus naqueles que lhe pertencem. "Entretanto o firme fundamento de Deus permanece, tendo este sêlo: Deus conhece os que lhe pertencem". 2Tm. 2: 19a.


Se houve um novo nascimento eu não sou eu, mas uma nova criatura, porque ningém nasce igual ao outro e sim um novo ser. Jesus Cristo explica muito claro que são dois e não um só. "O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é espírito". Jo. 3: 6. O meu novo nome eu ainda não conheço, mas com certeza eu posso afirmar que Deus já trocou como Ele sempre faz: Abrão por Abraão, Sarai por Sara, Jacó por Israel, Simão por Pedro etc.


Não existe mais qualquer dúvida, as obras que são feitas através dessa nova pessoa nascida por intermédio de Jesus Cristo através do batismo com o Espírito Santo, não são mais dela e sim de Deus através do Espírito Santo que passou a morar dentro dela. O testemunho é este: Está em Jesus Cristo as obras são feitas por Deus e não por você, por isso todas elas são seladas pelo Espírito Santo.


Agora da para compreender a referência bíblica de Jesus: "e então retribuirá a cada um conforme as suas obras". Mt. 16: 27. Se Deus está produzindo em você as obras dele, e estas tem a marca do sêlo de Deus, então você está em Jesus Cristo e com certeza já está salvo. Qualquer tipo de obras sejam boas ou más que vem da parte dos homens sem Jesus Cristo não tem o sêlo do Espírito Santo e certamente os levarão a condenação do fogo do inferno. A referência é para testemunhar aos descrentes, as potestades e aos principados o poder do nosso Deus que de um ser caido faz nascer um outro ser completamente novo.


O que vocês que ainda não buscaram Jesus Cristo estão esperando; se a morte física chegar de repente não tem mais saída é Fogo do inferno. Jesus está lhe esperando vá a Ele depressa e diga assim: "Senhor Jesus, eu me arrependo de todos os meus pecados e de ter levado uma vida longe de ti fazendo a vontade da minha mente e do meu coração, de hoje em diante quero fazer só a tua vontade, perdoa todos os meus pecados, sela-me com o teu Espírito Santo, faz de mim um novo ser e me conduz a vida eterna que tu preparaste."


AMEM


domingo, 7 de julho de 2013

A VINDA DO SENHOR JESUS




A vinda do Senhor Jesus é tão certa como o ar que d'Ele recebemos para viver. A Bíblia é muito clara quando trata desse assunto, pois Ele mesmo mencionou que ela aconteceria muito em breve e até indicou alguns fatos que antecederiam esse episódio. No entanto deixou bem claro que isso ocorreria repentinamente, ou inesperadamente; de surpresa quando ninguém espera.


Desde o tempo da elevação de Jesus Cristo aos céus até os dias atuais o homem tem previsto a sua vinda, porém tem falhado em todas as tentativas. Ainda na época dos seus apóstolos havia entre eles uma expectativa da sua breve vinda e devido a teimosia de alguns deles o apóstolo Pedro escreveu em uma das suas epístolas: "Há todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia, Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento". 2Pe. 3: 8 e 9.

A nossa vida enquanto no corpo está ligada de alguma maneira com o tempo. Ao contrário do que acontece após a morte quando tudo se torna atemporal, isto é: o tempo simplesmente não existe, um segundo do nosso tempo após a morte é a própia eternidade.

A melhor maneira de demonstrar esta afirmação é através do sono. Existem dois tipos de sono; o sono do corpo ou sono do repouso físico e o sono da alma ou sono da morte. Todos conhecem o sono do repouso físico, já o sono da morte comvém que apresentemos uma referencia bíblica para mostrar essa verdade. "Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção". Sl. 16: 10. O rei Davi inspirado por Deus através do Espírito Santo está profetizando a ressurreição de Jesus Cristo.

Que isso fique bem patente; quando a alma adormece na morte, já começa a dormir numa condição atemporal onde tudo é eterno, portanto sem começo nem fim de dias para ser contado. Quando a alma morre, inicia o sono da morte até o momento da ressurreição com a vinda do Senhor Jesus e isso é como se tivessem dado um piscado; adormecem e acordam sem haver uma mínima fração de tempo, mesmo que tenham se passado milhares de anos. Quando o Senhor Jesus estava na cruz, respondeu assim o pedido de um dos ladrões que havia sido crucificado ao seu lado: "Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso". Lc. 23: 43.

Ninguém é justificado ou condenado depois de morto, nos já morremos justificados ou condenados, portanto devemos estar preparados para a vinda do Senhor Jesus. Apesar de não ter sido fixado o tempo exato da sua vinda, o dia e a hora certa estão bem definidos para nós; é o dia e a hora da nossa morte física. É mesmo como o Senhor Jesus falou: repentinamente ou inesperadamente; de surpresa quando ninguém espera. "Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa". Ap. 3: 11.

terça-feira, 18 de junho de 2013

A ESSÊNCIA DA FÉ



                                                                 

O TEXTO: 2Co. 4:18 e 2Co. 5:7.



"Não atentando nós nas coisas que se vêem mas as que não se vêem, porque as que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas" "visto que andamos por fé e não pelo que vemos"



INTRODUÇÃO

Andar por e não por vista é uma alusão feita pelo o apóstolo Paulo a respeito das duas alianças estabelecidas por Deus com a humanidade. Andar por significa crêr sem ver, ao contrário de andar por vista cujo significado é vêr para crêr.

A primeira aliança é uma aliança física visível, e temporal feita com toda a descendência de Abraão e tendo como garantia a circuncisão da carne do prepúcio. Tudo na primeira aliança estava baseado em coisas visíveis portanto coisas materiais como; o tabernáculo, a lei, o sacerdote terreno escolhido dentre os homens, as ofertas, os sacrifícios de animais etc., isso tudo simbolizando figuradamente uma superior aliança posterior a primeira.

A segunda aliança é uma aliança espiritual invisível e eterna, porque além da descendência de Abraão inclui todas as demais famílias da terra, porquanto está firmada em bases superiores, mais sólidas, mais profundas onde o sacerdote por vontade própria, Ele mesmo se torna humano não descendendo diretamente nem da carne nem do sangue de Abraão, mas de Deus, nascido por obra, e graça do Espírito Santo e não sem juramento de Deus que não tendo por quem jurar, se interpós Ele mesmo como juramento quando afirmou: "O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque" Sl. 110:4. Um sacerdote, e um sacrifício assim tão valioso, e suficiente para perdoar os pecados da humanidade não procederia de uma aliança firmada em bases físicas da carne. A exigência de Deus na segunda aliança está firmada em bases espirituais onde o testemunho eficaz e efetivo para o perdão dos nossos pecados é a nossa em seu Filho, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

DESENVOLVIMENTO

A é um dom de Deus doado aos homens e de acordo com o uso que fazemos dela nos agradamos e nos achegamos mais a Deus ou nós desagradamos e nos afastamos mais d'Ele. Como disse o autor de Hebreus: "De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam" Hb. 11:6.

Não existe uma escala de valôres que possa medir o tamanho da ; ela não pode é ser tão pequena que seja suplantada pela dúvida, mas basta que ela tenha essência mesmo que ela seja do tamanho de um grão de mostarda já seria o suficiente bastante para mover um monte de lugar. A essência representa a qualidae da e não se comprova essa qualidade pelo tamanho e sim pelo uso que fazemos dela, isto é; onde e em quem nós depositamos a nossa fé. O Senhor Jesus citou dois exemplos, tanto quanto ao tamanho da quanto a essência da . "E Jesus repreendeu o demónio e este saiu do menino; e desde aquela hora ficou o menino curado. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram em particular: Por que motivo não podemos nós expulsá-lo? E Ele lhes respondeu: Por causa da pequenez da vossa fé. Pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá , e ele passará. Nada vós será impossível" Mt. 17:18,19 e 20. Quanto ao tamanho da dos discípulos não podemos calcular, mas Jesus comprando-a em qualidade com um grão de mostarda, mesmo assim ela simplesmente não aparecia. "Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, apresentou-se-lhe um centurião implorando: Senhor, o meu criado jaz em casa, de cama, paralítico, sofrendo horrivelmente. Jesus lhe disse: Eu irei curá-lo. Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; mas apenas manda com uma palavra e o meu rapaz será curado. Pois também eu sou homem sujeito a autoridade, tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem e ele vem; e ao meu servo: Faze isto e ele faz. Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta" Mt. 8: 8,9 e 10. Jesus não falou; tanta como essa e nem tamanha como essa, mas falou; achei fé como essa. Isso significando; igual a essa e não do tamanho dessa. Veja em que e em quem o centurião colocou a sua fé; numa única palavra " uma palavra", tão somente uma palavra da boca de Deus, mas que palavra poderosa esta quando sai da boca de Deus.

Embora a palavra seja citada apenas uma vez no Antigo Testamento, em Habacuque 2:4, a sua falta é plenamente suprida por algumas outras palavras equivalentes como; crêr, confiar, acreditar, obedecer etc., e nenhuma dessas ações expressas nestes verbos se tornam uma verdade absoluta senão através da fé.

Após ter criado todas as coisas e criar também o homem Deus fez que a nossa existência se constituisse num constante exercício de fé. Essa verdade incontestavel pode ser comprovada através das Escrituras Sagradas. Ela nos mostra que nós só alcançamos o favor de Deus em todo os sentidos se manifestarmos qualidade na que ele nos concedeu. Ou nós temos na total dependencia da providencia divina para viver, ou nós não temos e assim estaremos duvidando ser Ele um Deus que pode todas as coisas e sermos detinados a morte. No inicio da sua jornada aqui na terra o homem vivia esclusivamnte na dependencia de Deus e pela esperando a sua providencia.

Tudo ia muito bem até um certo dia aparecer o diabo com duas das suas mais terríveis artimanhas; a mentira e a dúvida. Satanaz usando da serpente disse a mulher: "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim"? A mentira veio em primeiro lugar. Deus não disse de toda árvore do jardim não comereis, mas de todas comereis; apenas de uma delas não comereis. Em seguida veio a dúvida quando disse: "E certo que não morrereis". Aí ele colocou a dúvida na mulher; será que eu morro se comer ou será que eu não morro. A mentira e a dúvida atuam em parceria e são as armas mais poderosas usadas pelo diabo desde o Edem para tentar destruir a criação de Deus. Elas são responsáveis não só pela queda de toda a humanidade, mas também impede a restauração, ou seja; a vivificação espiritual do ser humano.

Um dos maiores perigos a que o crente se expõe é quando ele pede alguma coisa a Deus e fica na dúvida se vai receber o pedido que fez. Esse pedido já chegou a Deus sem , porque a dúvida aniquila com a fé. A dúvida transforma-se numa demostração não só de falta fé, mas de desrespeito a soberania de Deus. Um outro perigo é fazer um pedido a Deus e quando este pedido é negado fica zangado com Deus e nem avalia os motivos pelos quais o pedido não foi atendido. Esse pedido pode ter vindo acompanhado de mas talvez ele não seja agradavel ao propósito que Deus tem determinado para a sua felicidade. Nós só conhecemos o momento que vivemos, não conhecemos um segundo além disso, mas Deus em fração de tempo conhece toda a nossa vida do princípio ao fim. Existe outro tipo de crente que ao fazer um pedido a Deus, e já tendo desfrutado de parte da benção, desvia o foco da que depositara em Deus devido a turbulencia dos temporais da vida e começa a duvidar sucumbindo na fé. O apóstolo Pedro serve como exemplo. "Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados, e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes falou: Tende bom ânimo! sou Eu. Não temais! Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. Ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva-me, Senhor! E, prontamente, Jesus estendendo a mão, tomou-o e lhe disse: Homem de pequena fé, porque duvidaste? Mt. 14:25,26,27,28,29,30 e 31. No caso de Pedro, ele tinha uma fé de qualidade porque já tinha começado a andar por sobre as águas, só que ele mudou o foco da sua fé em Jesus para a força do vento gerando dúvida e isso iniquilou a sua fazendo que ele viesse a afundar. A com qualidade de Pedro foi aniquilada pela dúvida.

Ao contrario da dúvida a é agradavel a Deus, pois expressa o grau de confiança que nós depositamos na sua providência e com a resposta d'Ele vai muito além do que esperamos. Vamos relacionar algumas das inumeras bençãos que nós alcançamos de Deus através da em Jesus Cristo. Pela fé nós alcançamos a resmissão dos nossos pecados. At. 10:43. Pela fé nós somos completos de gozo e paz. Rm. 15:13. Pela fé nós aguardamos a esperança da justiça d e Deus. Gl. 5:5. Pela fé nós temos ausadia e acesso a Deus com confiança. Ef. 3:12. Pela fé em Jesus Cristo nos tornamos filhos de Deus. Gl. 3:26. Pela fé no Filho de Deus nós alcançamos a vida eterna. Jo. 3:36. Pela fé nós combatemos o bom combate. 1Tm. 6:12. Pela fé nós podemos todas as coisas. Mt. 21:22 e Mc. 9:23. Se fossemos enumerar todas as bençãos disponibilizadas a humanidade pela de Deus seria necessario a elaboração de um livro. Convém também ressaltar em cinco versículos como um alerta para o nosso próprio benefício o resultado de quem não lida diligentemente e com perseverança com a que Deus nos da. "Ora o intuito desta presente admoestação visa o amor que procede de um coração puro e de uma consciência boa e de fé sem hipocresia. Desviando-se algumas pessoas dessas coisas se perderam em loquacidade frivola. 1Tm. 1:5 e 6. "Combate o bom combate mantendo a fé e a boa consciência, porquanto alguns rejeitando a boa consciência vieram a naufragar na fé. 1Tm. 1:18b e 19. "Ora, o Espirito Santo afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espiritos enganadores e a ensinos de demónios" 1Tm. 4:4.


Nas dificuldades de se viver num tempo e num mundo que adentra ao período da Grande Tribulação é fundamental um constante exercício da fé o dom mais precioso que Deus nos deu, procurando sempre imitar os herois bíblicos da fé que em todas as situações não duvidaram da providência divina, mas se fortaleciam na fé em Deus através da sua Palavra e das orações com uma viva certeza de alcançar e vitória pela fé. "Porque tudo o que é nascido de Deus vence o mundo; e é esta a vitória que vence o mundo a nossa fé. Quem é o que vence o mundo senão aquele que crê ser Jesus Cristo o Filho de Deus? 1Jo. 5:4 e 5. A essência da fé só é de qualidade quando a depositamos em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

AS MARAVILHAS DE DEUS: PECADORES NAS MÃOS DE UM DEUS IRADO

AS MARAVILHAS DE DEUS: PECADORES NAS MÃOS DE UM DEUS IRADO: Pecadores nas Mãos de um Deus Irado por Jonathan Edwards Sermão pregado em 08 de Julho de 1741 em Enfield, Connecticut - EUA “....

Hino 394 Harpa Cristã


LIVRE ARBÍTRIO HUMANO VERDADE OU MITO?


Ao criar o homem, Deus concedeu-lhe vontade própria na liberdade de escolha, um atributo fundamental para torná-lo um ser responsável tanto humanamente como espiritualmente por todas as suas decisões. Junto à vontade própria na liberdade de escolha, Ele associou também a inteligência e os sentimentos, qualidades essenciais que o distingue dos demais seres da sua criação. Há uma analogia entre Deus e o homem que tem como propriedade comprovada três atributos fundamentais; inteligência, sentimento e vontade própria. Sabemos que Deus possui muitos atributos, e estes três, inteligência sentimento e vontade própria também são atributos pertencentes a Deus, embora sejam exercitados por Ele numa dimensão infinitamente superior a que foi permitido aos homens exercê-los.“Façamos o homem a nossa imagem conforme a nossa semelhança” de Gênesis 1: 26ª, deixa claro a desigualdade quanto ao uso desses atributos; quando eles são exercidos por Deus se tornam infinitamente imutáveis, porém quando exercidos pelo homem, essa condição de infinitude não existe devido a sua limitação e é por isso que se comprova existir no homem somente uma imagem e uma semelhança de Deus. O grande erro do ser humano ao exercer a sua vontade própria, ou seja, o direito de escolha é fazer isso baseado numa presunção de total suficiência, como se ele pudesse desempenhá-lo independente dos propósitos para os quais Deus o criou. E o mais surpreendente ainda está no fato do mesmo ainda formular doutrina sobre o assunto, numa tentativa de provar aquilo que ele supõe ser uma certeza. A vontade própria na liberdade de escolha é uma responsabilidade humana de decidir entre duas opções e outro terrível engano do ser humano é pressupor que vontade própria na liberdade de escolha é um sinônimo de livre arbítrio. Por causa disso criou-se uma antinomia bíblica, onde se coloca a soberania divina, e a responsabilidade humana numa condição de convivência mútua e os homens buscam resolvê-la eliminando um dos dois conceitos. Essa discussão é muito antiga, mas não se pode precisar o quanto, porém acentuou-se ferrenha por volta do século XVI d.C., tendo como protagonistas Calvino (1509-1564) d.C. e Armínio (1560-1609) d.C. Esse trabalho não se propõe a defender esse ou aquele conceito e muito menos apresentar soluções, mas unicamente tentar expor o que está explícito na Palavra de Deus sobre este assunto. Logo após a criação, Deus apresentou ao homem duas situações que exigiria dele o exercício de sua própria vontade; a liberdade de escolher dominar sobre grande parte do que Ele criara e a liberdade de escolher obedecer-lhe; comendo ou não comendo de um fruto específico. “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Gênesis 1: 26. “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para cultivar e guardar. E lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comereis; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Gênesis 2: l5-17. Podemos perceber que nada do que Deus propôs ao homem colocou alguma forma de restrição ou cerceamento da liberdade de escolha, no entanto também convém ressaltar que; qualquer que fosse a obra resultante dessa escolha inevitavelmente passaria pelo seu juízo. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, que sejam boas ou más”. Eclesiastes 12: 14. Esse é o propósito maior da criação de Deus; criar um ser responsável que o glorifique através de suas atitudes nas escolhas perante Ele. Como ficou explícito, a vontade própria na liberdade de escolher é um atributo que embora inseparável da natureza humana, esta natureza nunca sub-existiu por se mesma, e tudo que foi criado no homem provém de Deus. Quase que não se percebe, mas existe uma grande distinção ou mesmo uma incongruência entre as duas afirmações; vontade própria na liberdade de escolha e livre arbítrio. A vontade própria na liberdade de escolha foi colocada na natureza humana como uma concessão e visando um propósito pré-estabelecido por Deus, a responsabilidade humana. O livre arbítrio não é um direito recebido por concessão ou propósito, e não está sujeito à oposição servil, é um atributo inato a um ser, pois não provém de outrem pelo contrário está contido nele, porque somente Ele possui integralmente a condição de exercê-lo. Um atributo assim de igualdade com o criador não foi o que Deus concedeu ao homem; somente “a imagem, e a semelhança” jamais a igualdade. Segundo o dicionário “Novo Aurélio século XXI” de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira a palavra “livre” significa: Quem tem o poder de decidir e de agir por si mesmo, que não tem limites, imenso, infinito. A palavra “arbítrio” significa: Resolução que depende só da vontade. Tentando fazer a junção que o dicionário “Aurélio” faz, concluímos que livre arbítrio é: “Aquele que tem o poder de decidir infinitamente tomando resolução que depende só da vontade”. Convém ressaltar que esse poder infinito é inato somente ao ser de Deus. Já o “Dicionário escolar da Língua Portuguesa” cujos direitos autorais pertencem a FAE, um órgão do Ministério de Educação e Cultura que tem como autor Francisco da Silveira Bueno faz a junção livre arbítrio e o resultado é o seguinte: “A faculdade de determinação livre da vontade humana”. Significa dizer que o livre arbítrio não tem nada a ver com a vontade humana; por conclusão infere-se que: Jamais o homem possuiu, possui ou possuirá livre arbítrio, o que lhe foi concedido na sua criação e que ele exerce livremente foi a vontade própria na liberdade de escolha como uma condição de torná-lo um ser responsável pelos seus atos. Depois de todo este contexto colocado aqui, alguns teólogos certamente ainda irão contestar partindo do seguinte pressuposto; um agente só é responsável por qualquer ato se tiver à condição de praticar o ato, porém esta não é a condição que determina se um ser tem ou não o livre arbítrio. Esse agente foi condicionado na sua criação para exercer a sua vontade própria na liberdade de escolha, portanto tem todo o direito de escolher, porem não tem o direito de arbitrar nem sobre a sua escolha nem sobre a escolha de ninguém num sentido infinito. Livre arbítrio é o poder de infinita autonomia que o agente que decide possui sobre tudo e sobre todos e que, portanto não está sujeito a sofrer ingerência nem consequência sobre qualquer decisão tomada pela sua vontade absoluta. Fundamentando o conceito bíblico de Livre arbítrio, expomos três exemplos dentre inúmeros contidos na Bíblia Sagrada sobre os quais contextualizamos este trabalho. O Primeiro exemplo é de Esaú que sempre exerceu a vontade própria na liberdade de escolha, ignorando a soberania de Deus. Tanto exerceu livremente a sua vontade que vendeu o seu direito de progenitura; uma benção dobrada vinda de Deus para o primogênito trocada por um prato de lentilhas. Por vontade própria casou com duas mulheres hetéias, coisa que não era permitido aos filhos das tribos de Israel e elas constituíram-se amargura de espírito para Isaque e rebeca. Tornou-se o pai dos Edomitas, pior espécie de povo e que tentou destruir Israel a qualquer custo. Fez tudo o que a sua própria vontade na liberdade de escolha imaginou, porém como diz o autor da carta aos Hebreus; “Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a benção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas o tivesse buscado”. Hebreus 12: 17. Quem nesse contexto verdadeiramente exerceu o livre arbítrio; Esaú ou Deus. O Segundo exemplo é o de Jonas que em algum momento da vida quis ignorar a soberania de Deus ao fazer valer a sua vontade própria na liberdade de escolha quando resolveu ignorar o chamado de Deus ausentando-se da sua presença. O resultado foi descer degrau por degrau até a sepultura como ele mesmo afirmou no capitulo 2 versículo 6. Ele narra quatro estágios de descida; primeiro desceu ou porão, depois desceu ao mar, após desceu a terra do fundo do mar e por último ao que ele chamou de sepultura; o ventre de um peixe. Ele na sua angustia, no desfalecimento da alma, buscou a Deus na sua oração e foi ouvido; pois o Senhor providenciou que o grande peixe que o havia engolido vomitasse Jonas na areia da praia. A auto-suficiência foi o erro de Jonas, mas felizmente ele reconheceu o seu erro. “Veio a palavra do Senhor a segunda vez a Jonas, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive, e proclama contra ela a mensagem que eu te digo. Levantou-se, pois, Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor”. Jonas 3: 1-3. Quem nesse contexto verdadeiramente exerceu o livre arbítrio; Jonas ou Deus. O Terceiro exemplo é o de Paulo que buscou exercer a sua vontade própria na liberdade de escolha sempre respeitando a soberania de Deus. Mesmo quando tomou decisões equivocadas que foram contra a soberania de Deus, ele o fez pensando estar zelando pela justiça que há na lei. Porém, depois da revelação da justiça de Deus que é Jesus Cristo ele reconheceu o erro por ele cometido, o mesmo erro que estava sendo cometido pelos seus compatriotas. “Porque lhes dou testemunho de que eles tem zelo de Deus, porém sem entendimento”. Romanos 10: 2. Paulo nunca se sentiu forçado ao tomar suas decisões, só que ele por vontade própria na liberdade de escolha buscou fazer isso sob a cobertura da soberania divina. Mesmo quando ele fez a seguinte afirmação: “Se anuncio o evangelho, não tenho que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação, porque ai de mim se não pregar o evangelho”. 1Coríntios 9: 16. Ao fazer esta confissão Paulo não quer afirmar que está sendo obrigado por Deus a pregar o evangelho, mas que por causa do grande amor que Cristo demonstrou ao dar sua vida por todos, ele está sim sendo constrangido (obrigado) a pregar o evangelho pela vontade da sua própria consciência. “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isso: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para se mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”. 2Coríntios 6: 14 e 15. Quem nesse contexto verdadeiramente exerceu o livre arbítrio; Paulo ou Jesus Cristo. “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam”. Salmos 24: 1. Nós temos um criador e não somos produto do acaso, da evolução das espécies ou de qualquer Big Bem. Que Deus nos abençoe nas escolhas e que elas sejam feitas pela nossa vontade própria na liberdade de escolha, mas para a glória de Deus e sempre exaltando a sua soberania. Amém.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A INSACIÁVEL ÂNSIA PELO PODER


A sedução pelo poder é algo indiscutível em todos os ambientes que envolvem os seres humanos. Existem muitas definições de poder quase sempre associadas ao homem quanto ao seu relacionamento sócio econômico, porém nada referente ao poder como sendo algo inerente ao senso moral da decadente natureza humana. A partir da queda, independente da genética, inevitavelmente agregou-se a natureza humana uma desenfreada e insaciável ânsia pelo poder. Ao procurar acumular bens materiais e domínio sobre seus iguais o homem ultrapassou o limiar da insanidade mental pela prática de um narcisismo sem limites e nesse contexto surgiu o primeiro homicídio; Caim matou seu irmão Abel. Através de métodos investigativos, o psicanalista pesquisador J. Lacan, descobriu que quando o homem ascende ao poder ele muda de personalidade invertendo as suas aspirações e os seus propósitos aflorando em contrapartida a sua estupidez. Em geral a própria psicologia assevera que os poderosos sofrem uma transformação de caráter assumindo uma nova identidade pessoal. Essa tendência da natureza humana não se constitui algo novo, que não tenha sido vivenciado por todos os nossos antepassados desde a primeira e desastrosa atitude de desobediência cometida pelo primeiro casal humano que habitou o nosso planeta. O que causa estranheza é que esse distúrbio de personalidade acontece até na conduta dos homens que se consideram restaurados espiritualmente da sua antiga natureza transgressiva, pois era de se esperar que os mesmos se tornassem verdadeiros exemplos de humildade e santidade já que eles são influenciadores tanto da opinião quanto da conduta de seus seguidores. O Poder, o prestígio, o status e as riquezas são os principais objetivos de muitos dos ministérios religiosos dos nossos dias. Toda essa busca desenfreada para conseguir alcançar esses valores aqui da terra deveras é muito frustrante para os tais, porque ninguém sabe o que nos reserva o dia de amanhã. Como disse o sábio rei Salomão: “Engrandeci-me e sobrepujei a todos que vieram antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas. Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol”. Eclesiastes 2: 9 – 11. Nem mesmo com muitos exemplos desastrosos os seres humanos renunciam essa ganância. Será que essa fadiga de correr atrás do material é realmente o que o Senhor Jesus Cristo nos concedeu como benções? “Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeaste; aos seus amados o Senhor dá enquanto dorme. Salmos 127: 2. Será que o apóstolo Paulo se equivocou quando disse: “Bendito o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de benção “espirituais” nas regiões celestiais em Cristo” Efésios 1: 3. Qual será realmente o propósito dessa inconseqüente busca pelo poder? Não seria suficiente usarem o poder do Espírito Santo condignamente sem usurpá-lo em beneficio próprio com a intenção de acumularem tesouros na terra? E como o Senhor Jesus Cristo profetizou em Mateus 7: 21 – 23. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino do céu, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais iniqüidade”. Usar o poder que há no nome de Jesus Cristo, com propósitos no coração diferentes daqueles que Ele revelou através do Evangelho do Reino de Deus é praticar usurpação dos dons do Espírito e isso é considerado por Deus como iniqüidade. A Bíblia Sagrada contém muitos exemplos mostrando que geralmente os olhos despertam nos seres humanos a concupiscência da carne pelo desejo de possuir. Foi assim no ministério de Jesus Cristo quando Judas lamentou a perda daquele valioso vidro de alabastro quebrado para ungir os pés do Mestre. Também aconteceu no ministério dos apóstolos quando Simão o mágico presenciou os milagres e propôs a Pedro comprar o Poder do Espírito Santo, algo muito valioso que não pertencia nem a ele Pedro nem a nenhum discípulo mais unicamente ao Espírito de Deus. Isso sem falar nos falsos apóstolos de 2Coríntios 11: 13. E ainda os falsos profetas e os falsos mestres de 2Pedro 2: 1 – 3. O reino de Deus é Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça”, (a nossa justiça só é alcançada através da justificação de Deus) “paz” (a paz só alcançamos com a vida eterna que só Jesus pode dar) “e alegria no Espírito Santo”. (a alegria interior é um estado de espírito que reflete a poderosa ação do Espírito Santo dentro de nós). Quando cremos em Jesus Cristo nós alcançamos o reino de Deus e ele passa a fazer parte do nosso interior como afirmou Lucas capítulo 17 versículo 21. O apóstolo Paulo assegura que quando nós cremos em Jesus Cristo, nos tornamos templo do Espírito Santo que passa a fazer morada dentro do nosso corpo; 1Coríntios 3: 16. Um cristão fiel a Deus e cheio de fé em Jesus Cristo não precisa andar procurando o poder do Espírito, pois o poder do Espírito Santo já está dentro dele. Um cristão fiel a Deus e cheio de fé em Jesus Cristo não precisa de prestígio, pois o maior prestígio que o ser humano pode alcançar é ter o Senhor Jesus como o seu único Senhor e salvador. Um cristão fiel a Deus e cheio de fé em Jesus Cristo não precisa de status, pois não existe maior status do que ser chamado de filho Do Deus Altíssimo. Por último; Um cristão fiel a Deus e cheio de fé em Jesus Cristo não precisa de riqueza que se coroe com a ferrugem e sim de “riquezas eternas onde nem a traça nem a ferrugem pode alcançar”. O mais difícil em toda essa situação é fazer muitos cegos enxergarem o caminho já que estão sendo guiados por outros cegos como disse o Senhor Jesus: “Deixai-os: são cegos, guias de cegos. Ora se um cego guiar outro cego, cairão ambos no buraco”. Mateus 15: 14. Quando o propósito é verdadeiro e você foi realmente chamado por Deus para ser um servo do Senhor Jesus Cristo você reconhece que é usado pelo poder do Espírito Santo e não usa desta vestidura de poder temporária como se procedesse de si mesmo. Reconhecer o que não lhe pertence é uma virtude de ser honesto consigo mesmo e com Deus. Aqui está alguns exemplos de um homem que talvez tenha sido o mais usado pelo Espírito Santo de Deus em todo o Novo Testamento, mas sempre fazia questão de afirmar que ele não possuía nenhum mérito ou poder, pois estava simplesmente sendo usado por Deus. “Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma senão daquelas que Cristo fez por meu intermédio para conduzir os gentios á obediência, por palavra e obras, por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo”; Romanos l5: 18 e 19a. “Ora, aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais de tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós”, Efésios 3: 20. “Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te vanglorias, como se o não tivesse recebido? 1Coríntios 4; 7. Nada é nosso tudo o que os verdadeiros cristãos receberam veio de Deus. “Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: Que o poder pertence a Deus”. Salmos 62: 11. ALELUIA GLÓRIA A DEUS.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CHAMADO


Todos nós conhecemos como se desenvolve a vida na carne. O princípio de tudo é o nascimento, logo em seguida inicia-se a alimentação que por um longo período de tempo é composta de líquidos até que a condição física se desenvolva e possibilite ingerir comidas sólidas. Durante este período também acontecem os primeiros ensinamentos a aprendizagem por repetição, isto é; tudo que vemos ou ouvimos nos procuramos repetir e por isso é que nessa etapa nós nos tornamos simplesmente imitadores humanos. Depois da primeira fase, acontecem as etapas do crescimento físico e através delas o amadurecendo do intelecto mental que é causado pelo acumulo de conhecimento o qual resulta em implicações as quais nós chamamos de responsabilidade moral. De acordo com o maior interesse na busca pelo conhecimento, mais alto se torna o grau de capacitação intelectual, porém tanta sabedoria não é garantia de sucesso, pois necessitaremos uns dos outros principalmente de quem nos abra alguma porta. A terceira fase é a morte, esta é a mais importante de todas as fases da vida por ser uma fase inevitável e todos passarão por ela. Algumas pessoas estão sujeitas a não atingirem todas as fases, outros até mesmo não concluir nenhuma das duas primeiras e isto se deve à terceira fase a morte da carne. Todos nascemos em carne, mas por vivermos na carne não somos obrigados a viver satisfazendo a vontade da carne, isto nós chamamos de vontade própria na liberdade de escolha. Apesar de possuirmos vontade própria na liberdade de escolha, todos nós indistintamente contamos com a graça de Deus que nos conduz a Cristo para que Ele nos liberte das concupiscências da carne; “o pecado”. Todos aqueles que vivem na carne pelo exercício da sua própria vontade fazendo tudo o que é reprovável diante de Deus e mesmo ao serem chamados para aceitar o Senhor Jesus Cristo como seu Senhor, e Salvador, recusarem o convite de Deus, esses desprezaram tanto o Pai como o Filho. Para eles finda a esperança de desfrutar uma nova vida com Jesus após a morte da carne segundo a promessa de Deus. “Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo”. 2Co. 5: 10. Ávida na carne é como um fio muito tênue que pode partisse em qualquer ponto a qualquer momento. Mesmo que você tenha vivido muito bem todas as fases da vida, ainda que tenham aparecido muitas mãos para abrir-lhe muitas portas e mesmo depois de tudo isso você tiver vivido as fases da vida na carne só para fazer a vontade da carne, pergunto: Quando chegar a terceira fase, a da morte, o que você acumulou de valor nas duas primeiras fases que possa lhe socorrer nesta terceira fase? Diz a Palavra de Deus em 1 João capítulo 2 versículo 16 e l7: “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo, e o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. A finalidade dessa exposição é tentar fazer um paralelo entre o que nós chamamos de vida na carne pela carne; isto é vida mundana que todas as pessoas conhecem e um outro tipo de vida, chamada de vida espiritual que lhes é oferecida pela fé em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Uma vida com mais qualidade, com maior duração, porque o espírito não morre; mas é imperativo que iniciemos esta vida espiritual estando ainda com a vida corporal para que após a morte corporal essa vida espiritual já existente continue eternamente. À vida espiritual todos nós só alcançaremos através do Filho de Deus, pois foi Jesus Cristo quem disse: “Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. João 3: 5. Nós sabemos que o corpo é carne e a carne é mortal por causa da sua inclinação ao pecado. “a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do espírito é vida e paz”, Rm. 8: 6 eternamente. Existem pessoas que vivem na carne e suas vidas resume-se em fazer a vontade da carne; também existem outras pessoas que são chamadas por Deus para seguirem seu Filho Jesus Cristo, e então são libertas, são transformadas em todo o seu modo de vida. Embora estejam na carne já não são dominadas pela carne e assim não vivem mais pela vontade da carne porque são guiadas pelo Espírito de Deus. “Porque se viverdes segundo a carne, morrereis; mais se pelo espírito mortificardes as obras da carne vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus”. Rm. 8: l3-l4. Por que nascer espiritualmente? Porque pela desobediência de Adão o pecado se estabeleceu no mundo e todos nós pecamos e por isso sofremos as consequências do nosso pecado. “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Rm . 3: 23. Mesmo com o advento da Lei nós continuamos desobedecendo a Deus. Por isso todos nós nascemos corporalmente vivos, isto é: vivos na carne, mas estando afastados de Deus nós nascemos espiritualmente mortos. Um homem chamado Nicodemus perguntou a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode porventura voltar ao ventre materno e nascer segunda vez”. “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. “Quem é nascido da carne é carne, quem é nascido do Espírito é espírito”. Jo. 3: 4-6. Fazendo um paralelo entre as duas vidas encontramos semelhanças comprováveis, mas diferenças incontestáveis. A vida espiritual a semelhança da vida na carne precisa de um nascimento, porém a diferença é que, por se tratar de um nascimento do espírito que não depende do sangue, nem da carne e nem do homem, mas somente de Deus, essa nova vida quando nasce não está sujeita as concupiscências da carne.”Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. Jo. 1: 13. Por um determinado tempo igualmente como a carne alimenta-se de leite, o alimento do espírito recém nascido também deve ser leve; alimenta-se o espírito com os primeiros rudimentos da Palavra de Deus significando o alimento liquido, e só após um amadurecimento espiritual é que se ministra os profundos ensinamentos teológicos que significa um alimento mais sólido. Paulo falando aos Coríntios disse: “Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim, como a carnais, como a crianças em Cristo. Leite vos dei a beber; não vos dei alimento sólido porque ainda não podeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais”. 1Co. 3: 1-2. Como a vida na carne, a segunda fase da vida espiritual é a fase da repetição; o crescimento e os primeiros aprendizados da vida espiritual são assimilados por imitação. Nós começamos a repetir aquilo que vemos ou ouvimos durante os cultos de adoração a Deus e nos tornamos imitadores daqueles que já imitam a doutrina de Cristo. “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo”. 1Co. 11: 1. O fundamento de um maior crescimento espiritual está na proporção da busca pelo conhecimento da Palavra de Deus. Mas igualmente a vida na carne todo esse conhecimento ou toda essa sabedoria também na vida espiritual, não teria nenhum proveito se não tivesse alguém para abrir a porta do entendimento espiritual. “O entendimento para aqueles que o possuem é fonte de vida”. Pv. 16: 22. No caso da vida na carne pode ser muitas pessoas a abrirem portas. Nesse mundo sem vida e sem Deus de que isso nos serviria? “De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar sabedoria, visto que não tem entendimento”. Pv. 17: 16. Todo aquele que vivendo corporalmente, refreia os instintos carnais para desfrutar de uma vida espiritual, foi porque Deus através de Jesus Cristo abriu a porta do entendimento espiritual e se todos eles continuarem fiéis até o último dia da vida corporal Ele ainda promete conceder que essa vida espiritual seja desfrutada ao seu lado eternamente. A terceira fase da vida espiritual continua sendo vida espiritual, só que vida espiritual eterna, não a morte espiritual, pois o espírito é eterno. Aqueles que levam uma vida na carne banqueteando-se com todas as iniqüidades que a carne oferece, e desprezam o chamado de Deus ao arrependimento, rejeitam a oportunidade de uma vida espiritual com Jesus e receberão a recompensa com fogo pelas suas iniqüidades inclusive pela rejeição. “quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chamas de fogo, tomando vingança contra os que não conheceram a Deus e contra os que não obedeceram o Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Estes sofrerão penalidades de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder;” 2Tessalonicenses 1: 7ª - 9. Mas, aos que viveram uma vida espiritual embora estando na carne, não se deixando levar pelas concupiscências da carne, mas se deixando guiar pelo Espírito de Deus, estes herdam a promessa da vida eterna feita por Deus a todos os que crerem em seu Filho Jesus Cristo como o único Senhor e Salvador. “então dirá o Rei aos que estiverem a sua direita: Vinde benditos do meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Mateus 25: 34.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

“SENÃO EM FAVOR DA PRÓPRIA VERDADE”


O descompromisso com a verdade absoluta na intenção de inserir uma verdade relativista é o mal deste século e está disseminado em todos os seguimentos da sociedade inclusive no religioso. Uma afirmação falsa hoje, muitas vezes tem igual ou maior aceitação do que uma verdade irrefutável de épocas passadas. Tal tipo de procedimento no meio daqueles que se dizem cristãos, tenta obscurecer a pureza da teologia bíblica e a austeridade da ortodoxia cristã que tem como âncora da salvação os ensinamentos de Jesus Cristo. Considerada uma das maiores desconstruções do ensinamento bíblico é ousar submeter os atributos de Deus a uma escala de valores humanista que procura mostrar a intensidade de um atributo em detrimento aos demais. Um processo muito usado pelos teólogos quando elegem o amor como o maior atributo de Deus. Veja o que afirma Silas Daniel em seu livro: As seduções das novas teologias. “Todos os atributos divinos, mesmo sua imutabilidade, sua onisciência e sua onipotência são diminuídos e reinterpretados para favorecer o atributo do amor”. Esse modo de pensar opõe-se a teologia bíblica que considera todos os atributos de Deus essenciais para que se possa entender a sua essência. Ao considerar o amor como o maior atributo de Deus estão adotando as idéias de Ritschi. Sobre o assunto analise o que John Frame diz em seu livro: Não há outro Deus. “Os teólogos erram ao pensar que a centralidade do seu atributo favorito exclui a centralidade de outros atributos. Esses escritores estão (como muitas vezes acontece com os teólogos) certos no que afirmam, mas errados nas coisas que negam. Ritschi está certo ao dizer que o amor é a essência de Deus, mas errado ao dizer que santidade não é. Esse tipo de erro geralmente vem ligado a outros erros teológicos. Quando um teólogo centraliza o amor de Deus em contraste com outros atributos, a sua intenção contrariando as escrituras visa “intencionalmente” (do autor do trabalho) lançar dúvidas sobre a realidade ou a intensidade da ira e do juízo de Deus”. Esse ensinamento constitui-se uma heresia, visto que a própria definição de atributo é conclusiva ao afirmar que: “atributo é uma propriedade intrínseca ao seu sujeito pela qual ele pode ser distinguido ou identificado”. Na verdade, não há limitações no ser de Deus e nos seus atributos, porque Deus é perfeito. Sem corpo, portanto sem extensão espacial. Por outro lado, através de um outro processo tenta-se desacreditar o principal fundamento da fé cristã; a inerrância bíblica. Quando alguém faz uma afirmação particular sobre salvação e condenação sem apoiar sua fala nos alicerces dos conceitos divinos, está se constituindo juiz no lugar de Deus. É comum se ouvir de muitos pseudo cristãos declarações unilaterais como: “Esse homem era um santo de Deus e já está no céu”. “Essa mulher morreu com Cristo e foi para o céu”. “Esse homem era uma pessoa tão boa e certamente já foi para o céu”. Isso fora alguns outros que afirmam já estarem no céu mesmo ainda vivendo neste mundo. Ninguém tenta ponderar a existência da dualidade na criação divina; se existe sim existe não; se existe o bem existe o mal; se existe salvação existe condenação, se existe vida existe morte; se existe céu existe inferno, e assim por diante. O homem faz escolhas o tempo todo. A nossa vida ressume-se em escolhas o tempo inteiro. Tudo aqui no mundo depende das escolhas do próprio homem e essas suas escolhas estão subordinadas as escolhas de Deus, por isso resulta sempre numa consequência dualista: boa ou má. Ao exercer juízo, o ser humano julga o que está aparente, mas Deus julga também o que está interiormente. “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas e com Ele mora a luz”. Daniel 2: 22. O apóstolo Paulo nunca usou das Escrituras para pregar conceitos unilaterais colocando dúvidas aos ouvintes sobre as decisões que Deus tomaria em decorrência das atitudes humanas. Mesmo falando sobre si mesmo ele não julgou haver alcançado a sua salvação. “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo a escravidão, para que pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado’. 1Co. 9: 27. Paulo não se considerava salvo. “Todavia, a mim muito pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas, nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações, e então cada um receberá de Deus o louvor”. 1Co. 4: 3-5. Paulo está afirmando que todos sem exceção só serão julgados na segunda vinda do Senhor Jesus Cristo quando da ressurreição dos mortos. Como é possível afirmar salvas ou que estão no céu pessoas que nunca confessaram o Senhor Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu único Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3; 16. Em vez disso devotaram suas adorações à natureza, aos animais e aos mortos que ainda não foram ressuscitados para que no juízo do Filho de Deus, até esses mortos sejam julgados como salvos. “Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do homem”. João 6: 26 e 27. Como pode alguém dizer que estão salvas ou que irão para o céu pessoas que confessaram o Senhor Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador e não o amam. “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai e Eu também o amarei e me manifestarei a ele”. João 14: 21. Como pode alguém dizer que estão salvas ou que irão para o céu pessoas que querem usufruir os privilégios de filhos, mas as suas atitudes são de bastardos. “Porque me chamas: Senhor, Senhor, e não fazes o que Eu mando?” Lucas 6; 46. Que ninguém se engane, não se entra no céu pela confissão da boca, pela vontade da mente ou pelo desejo da alma, mas quando o coração for de Jesus Cristo. “Esse povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim”. Mateus 15: 8. Por fim, não adianta você amar todas as pessoas distribuindo-lhes todos os seus bens e chegar ao ápice de morrer queimado por elas; (como afirmou Paulo aos Coríntios 13: 3) se o primeiro amor não for para Jesus Cristo, significa que você não tem amor a ninguém e tudo o que foi feito de nada terá proveito.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A NECESSIDADE É DE ÉTICA OU DE AMOR?


Em certas situações somos induzidos a tomar decisões, mas seria prudente primeiro calcular antes o peso dessas interferências. Mas, também muitas vezes omitimo-nos de manifestar a nossa opinião pessoal e concluímos que cumprimos a nossa missão em não assumir responsabilidades sobre o que acontece com as outras pessoas. A omissão é o tipo de atitude que se caracteriza em definir pessoas de comportamento dúbio. Sócrates censurou a democracia ateniense, enquanto Jesus recriminava duramente à moral judaica. Alguns dizem que liderança é motivar pessoas; outros que liderança é mover e organizar um grupo, mas ser líder é; chefiar um grupo através de comandos para que alcance algum objetivo. Uma liderança é firmada em três conceitos básicos; no prestígio pessoal do líder, em alguma forma de dominação e na aceitação pelo grupo das tarefas impostas. Muitos pastores confundem o termo liderar, que tem como fundamentos principais; prestígio, dominação e imposição com o termo guiar que é estabelecido através do amor, do ensino e da compreensão. Um guia espiritual, (o pastor) antes de tudo deve ser vocacionado por Deus para servir, para manifestar ser portador dos frutos do espírito sobressaindo principalmente o amor a Deus, e as pessoas e assumir a verdadeira função de um pastor de ovelhas que é alimentar, saciar e apascentar o rebanho do Senhor. O apóstolo Paulo afirma em 1Tm. 3: 1 que: “Fiel é a Palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja”. Episcopado é o encargo do bispo atual pastor, que significa pastorear. “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a Igreja de Deus, a qual Ele comprou com o seu próprio sangue”. “Atendei” do verbo atender, entre os inúmeros significados do dicionário “Aurélio,” quer dizer; prestar auxilio a, acolher, receber com atenção ou cortesia, escutar atentamente etc. Existe uma equivalência com a palavra “cuidar” que no versículo 28 de Atos capítulo 20, Paulo exprimiu como “pastorear”. Quando da convocação de Pedro para cuidar das ovelhas do Senhor, Jesus Cristo expressou com uma pergunta o significado mais profundo da palavra “pastorear”.”Simão, filho de João, tu me amas”? Após a resposta de Pedro afirmou: “Pastoreia as minhas ovelhas”. João 21: 16. O principal ensinamento transmitido por Jesus, não só a Pedro, como aos demais pastores e também a todos nós, está no fato d’Ele ter feito a mesma pergunta por três vezes, coincidentemente o mesmo número de vezes que Pedro negou conhecê-lo. Negar a Jesus não se restringe somente dizer que não o conhece. Quando alguém almejou e ingressou no episcopado supõe-se que isso foi feito por amor a Ele. Então, lembremo-nos: “Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. Então lhes disse: Atentai no que ouvis. Com a medida com que tiverdes medido vos medirão também, e ainda se vos acrescentará. Pois o que tem se lhe dará; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado”. Marcos 4: 23 – 25. “Então lhes responderá: Em verdade vos digo que sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a vida eterna”. Mateus 25: 45 e 46. Façamos uma introspecção aos nossos pensamentos, e aos nossos sentimentos questionado-nos. Quantas vezes o Senhor Jesus nos perguntaria se o amamos; uma, duas, três ou muito mais vezes?

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO VIVIFICA


“Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem, porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas”. 2Coríntios 4: 18. Nós estamos sempre preocupados com coisas momentâneas que estão sujeitas a desaparecer. Tudo no mundo natural está destinado a mudanças, nada na terra é permanente; o que hoje se ver amanhã já não é o mesmo. “O que é já foi, e o que há de ser, também já foi; Deus fará renovar-se o que passou”. Eclesiastes 3: 15. Já no mundo eterno tudo será o mesmo eternamente, porque nada deixará de ser a mesma coisa sempre, pois na eternidade tudo é atemporal, não existirá presente, passado ou futuro. “Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar, e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele”. Eclesiastes 3: 14. Tudo o conhecimento que se tem do mundo natural vem através de alguma experiência pela qual alguns de nós já experimentamos. Veja, isso é assim, ou não toque naquilo porque suja, ou não use disso pode não é bom. Devemos atentar para as coisas temporais, mas não podemos deixar que elas ditem aos nossos sentidos o que devemos fazer. Tudo o que nós sabemos e que mantemos retidos na memória denomina-se conhecimento natural. Quando se trata das experiências originadas por Deus, nós temos que observar o seguinte: Que todo conhecimento de Deus só é possível através de uma revelação e isso só acontece quando nos sujeitamos os nossos sentidos a sua revelação. Jesus nunca deixou que todo o conhecimento natural que Ele tem interferisse nos seus sentidos. Somente às revelações advindas do Pai envolvem os sentidos de Jesus. Quando alguém lhe revela um fato do qual você não participou e que você não presenciou, você tem duas opções; pode acreditar ou desacreditar desse fato. Isso não significa que gerou fé em você, mas que você apenas concordou ou não com esse fato. Para nós que afirmamos crer em Deus não basta somente ler ou ouvir de alguém que teve uma experiência, temos que provar da nossa própria experiência com Cristo através da sua revelação. No evangelho de João capítulo 4 do versículo 6 ao versículo 42, ele relata a passagem de Jesus por Sicar, uma cidade samatitana vizinha a Siquem situadas entre os montes Gerizin e Ebal pertencentes a tribo de Manasses, portanto uma das dez tribos que formavam o reino do Norte na época denominado reino de Israel. Ao passar pelo poço de Jacó, Ele se encontrou com uma mulher que viera a fonte tirar água. Dialogando algum tempo com ela Jesus disse-lhe: “Vai, chama o teu marido e vem cá; ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido, porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade”. João 4: 16-18. Prosseguindo a conversa por mais algum tempo, logo em seguida ela deixou o seu cântaro indo a cidade e falou a alguns homens: “Vinde comigo, e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura o Cristo?” João 4: 29. E diz a narrativa que eles saíram ao encontro de Jesus. O relato final conta que muitos deles acreditaram no testemunho da mulher porque lhes dissera: “Ele me disse tudo quanto tenho feito”. João 4: 39. Essa revelação que Jesus fez sobre a vida daquela mulher bastou para que alguns acreditassem na história que ela contou. Porém muitos outros quiseram sentir a mesma experiência que ela sentira e pediram a Jesus que ficasse por mais um pouco. E em João 4: 41, afirma que estes outros também creram porque puderam participar da mesma experiência; uma revelação do próprio Senhor Jesus Cristo através da Palavra. Todos nós precisamos de uma revelação de Jesus através da Palavra para que possamos também dizer a todos o que eles disseram para aquela mulher samaritana. “Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”. João 4: 42. Aquela mulher samaritana recebeu não só uma explicação de Jesus, mas ela teve uma revelação vinda da sua própria sua boca. Jesus usou um acontecimento passado na vida daquela mulher; no caso os cinco maridos que ela já tivera para que lhe fossem abertos os olhos do entendimento sobre a necessidade que ela tinha de receber uma revelação que mudasse a sua vida. A experiência dela motivou alguns acreditarem no que ela narrava, porém muitos outros buscaram as suas próprias experiências com Cristo através da revelação da sua Palavra falada. É por isso que existe a necessidade de termos uma revelação, para que possamos sentir uma experiência real com Deus através da Palavra de Cristo. Não devemos fundamentar a nossa fé nas experiências dos outros, pois a fé só é fortalecida quando nós mesmos compartilhamos as nossas próprias experiências com Deus através da revelação de Jesus Cristo. Aqueles que foram a Jesus para experimentar suas próprias experiências estão seguros daquilo que obtiveram, pois deram o testemunho da sua fé. Os demais que atentaram somente na explicação da mulher samaritana verdadeiramente não creram, somente acreditaram nela. Ninguém pode vir a Cristo somente por explicação sem que tenha passado por uma experiência com Ele através da revelação. Se a Palavra de Deus não se revelar de nada adianta. Quando Jesus esteve aqui na terra nem todos quantos Ele falou foi agraciado com uma revelação, pois não buscavam por ela, mas os outros tantos quantos Deus concedeu todos esses receberam a sua revelação. “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer, e Eu o ressuscitarei nos últimos dias”. João 6: 44.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O SALVO PODE DESVIAR-SE E FICAR PELO CAMINHO?

Esse trabalho não foi elaborado com a finalidade de confirmar nem contradizer qualquer conceito de alguém que tenha uma opinião formada sobre esse assunto, mesmo porque não se constrói doutrina sobre aquilo que não se possa comprovar. O ato da salvação em si não é algo visível aos olhos humanos e sim um segredo divino, somente Deus perscruta o profundo e o escondido de cada coração, portanto só Ele conhece antecipadamente os salvos que serão realmente salvos e os perdidos que com certeza serão perdidos, independente da avaliação
humana. Com toda a certeza uma coisa nós podemos provar através da revelação das Escrituras é que: Um homem que vive 99,99 por cento da sua vida longe de Deus e praticando toda a impiedade, pode sim ser salvo. “Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra Ele, dizendo: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nos na verdade com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. Lucas 23: 39-43. Podemos perceber que 0,1 por cento de vida foi o bastante para que aquele homem fosse salvo, embora saibamos que ele havia sido escolhido por Deus antes da fundação do mundo. Conforme o que foi exposto e não querendo contradizer aqueles que defendem a concepção de que “uma vez salvo sempre salvo”, a verdade é que não podemos afirmar a mesma coisa quantos aos perdidos de que uma vez perdido sempre perdido. Aos nossos olhos humanos este homem passou a vida toda entre os que nós consideramos perdidos. Então; por que o salvo que em toda a sua vida buscou sinceramente fazer a vontade de Deus, que com esforço procurou andar em justiça, e retidão se desviar da fé a recíproca tem que ser diferente? Na epístola do apóstolo Paulo a Timóteo, o mesmo apresenta ao seu filho na fé seis exemplos de como algumas pessoas que alcançaram a verdadeira fé em Cristo podem em algum instante da caminhada desviar-se dela. Em primeiro lugar Paulo diz que o propósito da epístola é advertir sobre três pontos fundamentais para que nos mantenhamos seguros da nossa fé. (1) O amor deve ser puro e ele só é puro quando procede de um coração puro. (2) Colaborando com o amor de um coração puro, o amor deve advir de uma boa consciência e uma boa consciência é uma consciência viva, aquela que nos adverte sempre do que é certo e do que é errado. (3) E o amor também deve proceder de uma fé sem hipocrisia e uma fé sem hipocrisia é uma fé onde não existe fingimento, uma fé leal e inabalável. Paulo afirma que o resultado daqueles que se desviaram dessas advertências “perderam-se”. 1 Tm. 1: 5 e 6. Em segundo lugar Paulo exorta a Timóteo que confirme através da boa luta, as profecias das quais ele foi o alvo anteriormente mantendo para isso duas coisas fundamentais: (1) Preservando sempre a verdadeira fé. (2) E mantendo a boa consciência. Vemos que o apóstolo Paulo voltou a reforçar a advertência sobre esses dois importantes fundamentos; fé e consciência. Em seguida Paulo assegura que alguns tendo rejeitado a ouvir a voz da boa consciência “naufragaram na fé”. 1 Tm. 1: 18 e 19. Em referência a afirmação do apóstolo Paulo quanto a aqueles que se perderam ao desviarem-se das suas advertências; alguns como de costume irão contestar com afirmações segundo as quais, os que se perderam seriam os que realmente não estavam incluídos entre os salvos. No primeiro exemplo isso não tem relevância, embora existe a máxima de que só se perde o que é verdadeiro e o que realmente existe. Mas o que dizer quando Paulo usa a metáfora de um navio. Como se contestar ou conceber alguém naufragar se não está realmente dentro do navio. Expliquem-me como naufragar na fé sem estar navegando dentro dela? Em terceiro lugar Paulo não faz nenhuma advertência, porém asseverava que naquele tempo algumas pessoas estavam obedecendo a espíritos enganadores e a ensinos de demôníos e o Espírito Santo afirmava expressamente que estas pessoas tinham apostatado da fé. “1 Tm. 4: 1”. Quanto a apostatar da fé não tem o que se comentar. Em quarto lugar Paulo faz advertências especiais a um grupo específico de pessoas, as mulheres viúvas mais novas. Quando ele diz quero que se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa é uma recomendação pessoal dele para que as mesmas não dêem oportunidade ao adversário de difamá-las e complementa que: “com efeito, já algumas se desviaram, seguindo a Satanás”. 1 Tm. 5: 14 e 15. Quando elas se desviaram para seguir a Satanás, deixaram a primeira fé para seguir a um outro senhor, pois não se pode servir a dois senhores. Em quinto lugar Paulo faz uma advertência quanto à busca desenfreada pala riqueza e as suas consequências. Ele afirma que aqueles que se lançam nessa proeza estão sujeitos a caírem em tentações, ciladas, e muitas concupiscências pelas quais os homens se afogam na ruína e na perdição. Paulo considera o amor ao dinheiro como a raiz de todos os males e continua dizendo que alguns na cobiça ao dinheiro “desviaram-se da fé”. 1 Tm. 6: 9 e 10. A Bíblia aponta muitos exemplos de como não só o amor ao dinheiro, mas o amor a tudo o que ele pode adquirir tem desviado o homem do caminho da salvação. Mt. 19: 16 – 23. Em sexto lugar Paulo termina os seis exemplos com três advertências diretas a Timóteo e que servirão como segurança para a sua responsabilidade pessoal. (1) A recomendação para que Timóteo guarde tudo aquilo que lhe foi entregue em confiança por Paulo. (2) O pedido para que Timóteo evite os falatórios desnecessários e profanos. (3) E também para que Timóteo fuja do que falsamente se chamam as contradições do saber. Por fim Paulo novamente reafirma que alguns que professaram tais atitudes também desviaram-se da fé. Se o apóstolo Paulo tinha tanto zelo pelo seu filho na fé, certamente que tinha o dever de zelar pelo seu chamado. “Ninguém despreze tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes”. 1 Tm. 5: 12 e 16. Depois deste testemunho de Paulo sobre tantas pessoas que segundo ele se desviaram da verdadeira fé, não é mais necessário se fazer nenhum comentário sobre o assunto, porém eu quero deixar quatro versículos para reflexão de todos que lerem essa reflexão e só farei um ligeiro comentário sobre o último versículo. “Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim; esse será salvo”. Mt. 10: 22. “Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo”. Mt. 24: 13. “Não temas as cousas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisões alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e terei tribulação de dez dias. Ser fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. Ap. 2: 10. “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum riscarei o seu nome do livro da vida, pelo contrario, confessarei o seu nome diante do meu Pai e diante dos seus anjos”. Ap. 3: 5. Quando Jesus afirmou que não riscaria do livro da vida o nome daqueles poucos que não contaminaram suas vestiduras, subentende-se que os que contaminaram ou foram riscados ou podem ser riscados. Não importa quando você foi salvo, mas você perseverar salvo até a morte. Amem.