sexta-feira, 24 de agosto de 2012

COMO AS FALSAS DOUTRINAS MINAM À IGREJA CRISTÃ PÓS-MODERNA


COMO AS FALSAS DOUTRINAS MINAM A IGREJA CRISTÃ PÓS-MODERNA? As falsas doutrinas infiltram-se na igreja cristã pós-moderna com muita facilidade na atualidade pelo fato da sociedade ser relativista, contudo é relevante relembrar que a fonte objetiva de autoridade da igreja cristã é a Bíblia, visto que muitas posições doutrinárias são inaceitáveis à luz da Palavra de Deus. De acordo com as Sagradas Escrituras, Jesus Cristo é a Pedra Angular (Mateus 21.42) sobre a qual a igreja cristã foi fundada, portanto seus ensinamentos, que se encontram registrados na Bíblia, são imutáveis e constituem-se a base doutrinária das igrejas cristãs. Com base no que foi exposto, pode-se concluir que a defesa da fé cristã exige que se busque embasamento bíblico-doutrinário, pois a Bíblia é o alicerce do desenvolvimento de uma teologia genuinamente cristã. A própria Bíblia testifica de si mesma que é a verdade em João 17.17 quando afirma: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”(versão Almeida, Revista e Atualizada) Assim, entende-se que as falsas doutrinas minam o alicerce da igreja cristã pós-moderna, visto que seus ensinamentos doutrinários contrariam as verdades bíblicas desvirtuando os fundamentos da ortodoxia cristã. Como foi citado no presente trabalho, o teísmo aberto é uma das doutrinas que minam o alicerce da igreja cristã pós-moderna, pois sua doutrina levanta dúvidas quanto a preceitos considerados basilares para o cristianismo, portanto seus ensinamentos acabam por constituírem-se em heresia. Um dos pilares do teísmo aberto que mina a fé da igreja cristã é a afirmação de que Deus desconhece o futuro, pois leva o homem a descrer na presciência de Deus. Piper, Taylor, Helseth (2006, p. 238) sobre o assunto ressaltam que “O teísmo aberto desafia a base da teologia cristã tradicional ao discutir que Deus não conhece com certeza as decisões futuras e os atos livres de suas criaturas.” Tal desvio é inconcebível para o desenvolvimento da igreja cristã, já que prega a limitação de Deus em interferir no futuro, visto que para Ele este é desconhecido, portanto a humanidade estaria diante de um Deus impotente que nada pode fazer em relação ao futuro, já que este é resultado da ação livre dos homens, portanto Deus não pode conhecê-lo. Esse ensinamento do teísmo aberto é totalmente contrário a base do cristianismo, que prega que Deus tem como um de seus atributos fundamentais a onisciência, ou seja, Deus conhece tudo, como está na Bíblia em Hebreus 4.13 que afirma: “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” Ainda pode-se certificar da onisciência de Deus em Jeremias 23.23-24 que diz: “Acaso sou Deus apenas de perto, diz o Senhor, e não também de longe? Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? Diz o Senhor; por ventura não encho eu os céus e a terra? Diz o Senhor.” Em Daniel 2.21-22 também verifica-se a magnitude da onisciência de Deus ao afirmar que: “É ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos. ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.” Percebe-se, além disso, que esta heresia levaria a outra, pois se Deus desconhece o futuro e, portanto, não pode interferir nele, colocaria por terra outro atributo de Deus que é a onipotência. Assim, diante do exposto, surgem vários questionamentos importantes: a igreja que segue tais heresias estaria servindo a um Deus verossímil? Pois se esse Deus pregado pelo teísmo aberto é destituído de atributos imprescindíveis a uma entidade divina suprema, como onisciência e onipotência, estariam os seguidores dessa doutrina acreditando em um Deus legítimo? Desse modo, teria sentido para os cristãos orarem por um Deus que nada pode fazer em relação ao futuro, pois este lhe é desconhecido? Os teístas abertos com essa afirmação de que Deus desconhece o futuro refutam várias profecias bíblicas que se cumpriram ao longo dos séculos, tais como: Isaías 7.14, quando o profeta anunciou a chegada do Messias; Isaías 9.1-7, o sinal do Messias; Isaías 40.3, ministério de João Batista; Isaías 53.1-12, o sofrimento e triunfo do Messias; Isaías 61.1-11, o ministério do Messias; Salmo 22, sofrimento e vitória do Messias; Malaquias 3.1, a vinda de João Batista; Miquéias 5.2, o rei vindouro; dentre muitas outras. Além do mais, pode se afirmar que Deus era conhecedor do destino da humanidade, ou seja, do seu futuro, pois Ele sabia antes da fundação do mundo que Adão iria pecar, portanto preparou o cordeiro para expiação do pecado humano antes que os fundamentos da Terra fossem formados, como pode se verificar em Apocalipse 13.8 que diz: “e adorá-la-ao todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” e que se confirma em I Pedro 1. 19-20 que expressa: “mas pelo precioso sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado nos fins dos tempos, por amor de vós”. Esse preceito do teísmo aberto que afirma que Deus desconhece o futuro, pelo fato do homem possuir livre-arbítrio, pode ser totalmente refutado através de vários fundamentos bíblicos, como se pode constatar também, por exemplo, no Salmo 139.1-4 que diz: Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda. Portanto, a alegação do teísmo aberto que Deus não sabe as decisões que o homem vai tomar quanto ao futuro é infundada, visto que a Bíblia afirma que Deus conhece os pensamentos do homem, bem como suas palavras antes mesmo de serem faladas. Outro preceito do teísmo aberto que abala os fundamentos da igreja cristã é afirmar que o maior atributo de Deus é o amor, pois dessa forma menospreza os demais atributos relevantes de Deus, tais como: justiça, santidade, soberania, verdade, imutabilidade, infinitude, unidade, simplicidade, eternidade, onipresença, onisciência, onipotência e liberdade. Dessa forma, o teísmo aberto, diferentemente da teologia clássica, adota a posição de centralizar um único atributo de Deus, sem levar em consideração que todos os atributos de Deus fazem parte de sua essência. Nessa perspectiva, os teólogos do teísmo aberto consideram o amor como atributo fundamental de Deus, ou seja, o maior atributo de Deus seria o amor, adotando assim as idéias de Ritschl sobre o assunto. Veja o que Frame (2006, p.46) expõe: Os teólogos erram ao pensar que a centralidade do seu atributo favorito exclui a centralidade de outros atributos. Esses escritores estão (como muitas vezes acontece com os teólogos) certos no que afirmam, mas errados nas coisas que negam. Ritschl está certo ao dizer que o amor é a essência de Deus, mas errado ao dizer que santidade não é. E esse tipo de erro geralmente vem ligado a outros erros teológicos. Na maioria das vezes, quando um teólogo centraliza o amor de Deus em contraste com outros atributos, a sua isenção é, contrariando as escrituras, lançar dúvida sobre a realidade ou intensidade da ira e do julgamento de Deus. Esse foi o caso de Ristchl e é o caso de alguns evangélicos modernos. Portanto, diante dessa abordagem do amor como o maior atributo de Deus, os teólogos do teísmo aberto erram apenas no sentido de desconsiderar outros atributos também essencialmente importantes para o entendimento da complexidade da essência de Deus. Esse ensinamento constitui-se uma heresia, visto que pela própria definição de atributo de Ryrie (1994, p. 1626), que “é uma propriedade intrínseca ao seu sujeito, pela qual ele pode ser distinguido ou identificado.”, Deus não pode ser visto apenas de uma única perspectiva, pois não revelaria o verdadeiro caráter de Deus, ou seja, Ele não poderia ser conhecido em sua plenitude. Os teólogos do teísmo aberto, ao defenderem que o amor se sobrepõe aos demais atributos de Deus, incorrem no erro de darem menos importância aos demais atributos de Deus, tornando-os menos significativos que o amor, como se Deus pudesse ser dividido em partes e apenas uma dessas partes fosse a mais importante. Berkhof (2007, p. 44) afirma o seguinte a esse respeito: Da simplicidade de Deus segue-se que Deus e seus atributos são um. Não devemos considerar os atributos como outras tantas partes que entram na composição de Deus, pois, ao contrário dos homens, Deus não é composto de diversas partes. Tampouco devemos considerá-los como alguma coisa acrescentada ao Ser de Deus, embora o nome, derivado de ad e tribuere, pareça apontar nessa direção, pois nenhum acréscimo jamais foi feito ao Ser de Deus, que é eternamente perfeito. Comumente se diz em teologia que os atributos de Deus são o próprio Deus, como ele se revelou a nós.[...] Na verdade, não há limitações do ser divino e de seus atributos, porque Deus é perfeito. Sem corpo, portanto, sem extensão espacial. Ele não está limitado pelo universo ou por esse mundo em relação a tempo e espaço. A infinitude dos atributos de Deus é relativa no imaginário humano, porém vai infinitamente além da capacidade de entendimento do homem e, portanto, só por Deus pode ser compreendida. Essa perspectiva dos teístas abertos é impossível de se conceber, porque Deus não pode manifestar mais um atributo do que outro, pois isto descaracterizaria sua natureza divina. Por exemplo, Deus não pode ser mais amor em detrimento da justiça ou vice-versa, pois sua perfeição só pode ser manifesta através de todos os seus atributos, visto que possuem a mesma relevância, já que são intrínsecos a Deus, ou seja, eles compõem o próprio Deus, portanto são imprescindíveis para que os homens possam compreendê-lo. Outro preceito do teísmo aberto que vem contrapor a doutrina cristã e, assim, prejudicar o desenvolvimento da igreja cristã pós-moderna de forma salutar é a afirmativa de que Deus se arrisca, pois esses teólogos acreditam que Deus se arriscou ao conferir o livre-arbítrio aos homens e aos anjos. Convém ressaltar que Deus ao conferir o livre-arbítrio aos homens e aos anjos não o conferiu de modo que permitisse a eles interferirem no seu plano genuíno. Assim, o plano original de Deus é imutável, não sofre interferência do livre-arbítrio conferido aos homens e aos anjos. Essa afirmação pode ser constatada quando Deus expressa nas Escrituras Sagradas em Apocalipse 13.8: “e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Diante do que foi exposto, pode-se refutar completamente a afirmação dos teístas abertos de que Deus se arrisca, visto que Deus não se arriscou ao dar o livre-arbítrio aos homens e aos anjos, pois Ele já sabia tudo o que ia acontecer, que satanás e o homem iriam cair, tanto é que Ele já determinou a morte do Cordeiro, Jesus Cristo, desde a fundação do mundo, portanto isso tudo só vem confirmar a onisciência de Deus. Além do mais, é relevante também afirmar que Deus não se arrisca, visto que a sua vontade quanto aos atos humanos é permissiva, pois Deus pela sua vontade permitiu o pecado pela certeza de que isso viria acontecer. Mesmo de acordo com a vontade preceptiva, Deus não se compraz no pecado. A soberania de Deus está expressa não somente na sua vontade divina, mas também na onipotência de Deus e também em seu poder de executar a sua vontade. Seu poder absoluto é capaz de fazer o que Ele não faz, mas tem possibilidade de ser feito, pois Deus poderia impedir que o fato acontecesse, no entanto, devido a sua vontade permissiva, não o faz. Do exposto, depreende-se que o mal não é a vontade de Deus, mas um ato permissivo da soberania de Deus. Sobre o assunto, Frame (2006, p. 55) afirma: Já vimos que Deus controla as decisões livres dos seres humanos, controlando particularmente o coração, que é o centro da existência humana. Porém, como Deus disse por intermédio do profeta Jeremias, o coração das pessoas decaídas é pecaminoso (Jr 17.9). As pessoas escolhem fazer o mal livremente, pois agem de acordo com os seus desejos verdadeiros – mas isso não quer dizer que elas não estão sob o controle de Deus. Portanto, as pessoas manifestam as suas ações de acordo com os desejos do seu coração, no entanto, tudo está sob o controle de Deus, visto que todas as coisas só acontecem com a permissão de Deus, embora não seja o seu propósito que aconteçam coisas ruins, mas estas ocorrem por causa do coração pecaminoso do homem. Assim, Deus pela sua vontade permissiva concedeu ao homem o direito de escolha, por exemplo, quando disse a Adão em Gênesis 2.17 que “da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerá; porque no dia que dela comeres, certamente morrerás.”; ao afirmar “no dia que dela comeres”, Deus deu a Adão o livre-arbítrio para comer ou não do fruto da árvore, no entanto, este livre-arbítrio concedido por Deus é permissivo, pois é decorrência da sua vontade soberana. Portanto, Deus não se arrisca, pois todo ato humano decorre exclusivamente da sua vontade suprema. Conclui-se, portanto, que esse aspecto doutrinário do teísmo aberto, que afirma que Deus se arrisca, é faccioso e, por conseguinte, abala o fundamento da igreja cristã, pois retiraria a confiança dos cristãos em um Deus soberano, que segundo o seu propósito permite que os homens manifestam a sua vontade livremente sem que esta se contraponha a soberania de Deus. Outro preceito do teísmo aberto que se contrapõe as bases doutrinárias do cristianismo é a afirmativa de que Deus não é tão soberano assim. Eles afirmam que Deus não pode realizar tudo que deseja e que depende das decisões humanas. Veja o que Berkhof (2007, p. 73) explana sobre o assunto: A soberania de Deus recebe forte ênfase na Escritura. Ele é apresentado como o Criador, e sua vontade como a causa de todas as coisas. Em virtude de sua obra criadora, o céu, a terra e tudo o que eles contêm lhe pertencem. Ele está revestido de autoridade absoluta sobre as hostes celestiais e sobre os moradores da terra. Ele sustenta todas as coisas com a sua onipotência, e determina os fins que elas estão destinadas a cumprir.[...] Esse pressuposto, portanto, constitui-se numa heresia, pois restringe a soberania de Deus, o que é impossível, visto que esse atributo é intrínseco a divindade de Deus, portanto dizer que Deus é soberano em alguns aspectos e em outros não é o mesmo que afirmar que Ele só é Deus no que discerne a algumas questões e outras não. A autonomia de Deus é um fato comprovado por sua auto-existência. A existência de Deus não foi precedida por uma causa, porque Ele subsiste em si mesmo. O termo asseidade substituído pelos teólogos por independência refere-se não somente ao seu ser, mas também a tudo. Além de auto-existente, Ele é a auto-existência de todas as coisas e tudo depende dele. A Bíblia a esse respeito em Atos 17.28 diz: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como algum dos vossos poetas tem dito: porque dele também somos gerados.” Sua independência e auto-existência dá-nos a certeza de que Ele é eterno e soberano sobre a sua criação. Além disso, o criador pela sua vontade é a causa de todas as coisas. Criou o céu e a Terra e tudo o que neles contém lhe pertence. Ele está revestido de autoridade absoluta sobre tudo o que Ele criou tanto nos céus como na Terra. Sustém todas as coisas pela sua onipotência e determina o cumprimento da sua vontade pela sua soberania. A vontade de Deus é a causa final de todas as coisas como lemos nas Escrituras em Efésios 1.11 que diz: “Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade.” Pode-se verificar a soberania de Deus também em Colossenses 1.16-17 que afirma: Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Desse modo, a vontade humana também está submetida a soberania de Deus, pois tudo o que existe foi feito por Ele e para o cumprimento do seu propósito, portanto Deus não depende das decisões humanas, visto que o próprio homem foi criado em conformidade com a sua vontade. Assim, Deus pode realizar tudo o que deseja independentemente das ações humanas, pois sua soberania é decorrente justamente do fato de todas as coisas terem sido criadas por Ele e se submeterem a sua vontade. Dessa forma, fica comprovado que a soberania de Deus não pode ser diminuída em decorrência da vontade humana. Outro preceito do teísmo aberto que prejudica os ensinamentos doutrinários da igreja cristã pós-moderna é a assertiva que Deus comete erros, aprende e muda, pois se contrapõe ao atributo da imutabilidade de Deus. Berkhof (2007, p. 58) ressalta que: A imutabilidade de Deus é necessariamente concomitante com a sua asseidade. É a perfeição pela qual não há mudança nele, não somente em seu Ser, mas também em suas perfeições, em seus propósitos e em suas promessas. Em virtude desse atributo, ele é exaltado acima de tudo quanto há, e é imune de todo acréscimo ou diminuição e de todo desenvolvimento ou decadência em seu Ser e em suas perfeições. Seu conhecimento e seus planos, seus princípios morais e sua volições permanecem sempre os mesmos. Até a razão nos ensina que não é possível nenhuma mudança em Deus, visto que qualquer mudança é para melhor ou pior. Mas em Deus, perfeição absoluta, melhoramento e deterioração são igualmente impossíveis.[...] Logo, Deus em sua perfeição absoluta é um Ser que não pode mudar, não somente em sua essência, mas também em tudo aquilo que resulta de seus desígnios, portanto, devido a imutabilidade intrínseca de seu Ser, n’Ele não há variação. Há que se ter em conta, ainda, que Deus não pode cometer erros, pois com Ele está o poder tanto daquele que erra como o do que faz errar, como se pode constatar em Jó 12.16 que afirma: “Com ele está a força e a sabedoria; seu é o que erra e o que faz errar.” Deus também não pode aprender com seus erros, porque, além d’Ele possuir o controle de tudo, inclusive do que erra e do que faz errar, sua perfeição também abrange todo conhecimento existente, como se pode constatar na Bíblia em Jó 37.16 que diz: “Tu tens notícias do equilíbrio das nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento?” Assim como o conhecimento humano também é proveniente de Deus de acordo com as Escrituras em Jó 38.36 que afirma: “Quem pôs a sabedoria no íntimo, ou quem à mente deu o entendimento?” Portanto, é impossível Deus aprender alguma coisa, pois nele já está todo o conhecimento e Ele é quem dá este ao homem. Embora as relações de Deus com o homem sejam multiformes e cercadas de mudanças, Ele não muda na sua essência, nos seus propósitos, nos seus motivos de ação e nem em suas promessas, como o exposto em Malaquias 3.6: “Porque Eu, o Senhor, não mudo.”. As mudanças de posicionamento de Deus só acontecem em conformidade com o seu propósito, ou seja, os estatutos e os desígnios de Deus para a humanidade já foram estabelecidos antes da fundação do mundo, portanto, Deus não muda seu plano original. A mudança que ocorre é a do homem, que pode arrepender-se e submeter-se aos propósitos de Deus. Frame (2006, p. 128) expõe o seguinte sobre o assunto: Por conseguinte, os teólogos têm dito muitas vezes que Deus não muda “em si mesmo”, mas muda “em seu relacionamento com as criaturas”. Quando Orlando, na Florida, sofre uma onda de calor, não é porque o sol ficou mais quente, mas porque Orlando se encontra numa relação diferente com ele. É o que diz Herman Bavinck: “Qualquer que seja a mudança, ela se encontra integralmente na criatura”. Quando Deus “muda" sua atitude da ira para o favor, é porque a criatura se moveu da esfera de Satanás para a esfera de Cristo. Quando o homem muda da esfera de Satanás para a esfera de Cristo, Deus perdoa o homem, mas isso, no entanto, não significa que Deus mudou, pois o seu propósito original é justamente de salvar o homem, então quando o homem se arrepende de seus maus caminhos volta para o projeto original de Deus. Da mesma forma sucede quando o homem rebela-se contra Deus, que no seu plano inicial já havia determinado para os rebeldes a morte eterna, então Deus não muda de posicionamento, o homem é que muda e se encaixa num dos planos de Deus, seja de morte ou de salvação, que já haviam sido pré-determinados. Pode-se constatar a imutabilidade de Deus em II Timóteo 2.13 que afirma: “Se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo.” O exposto acima é bastante evidente em inúmeros momentos da narrativa bíblica como, por exemplo, em II Crônicas 7.14 que diz: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” Essa passagem não implica na mudança de Deus, pois Ele é imutável, mas numa mudança de posicionamento do seu povo que passa a cumprir os seus estatutos e, assim, a gozar dos benefícios daqueles que vivem de acordo com a vontade de Deus. Esses ensinamentos do teísmo aberto expostos acima minam o fundamento da igreja cristã pós-moderna, porque desvirtuam a crença nos atributos de Deus que revelam sua magnitude, levando o homem a acreditar em um Deus que não tem todos os poderes que afirma ter na Bíblia; induzindo, assim, os cristãos ao erro de deixarem de colocar sua confiança totalmente em Deus, pois leva a crer que o homem constrói o futuro juntamente com Deus, e isso não é verdade, pois os planos originários de Deus, como o da salvação, que já existia antes da fundação do mundo, mostram que Deus é pleno na sua onisciência e na sua onipotência. A confissão positiva, outra corrente doutrinária mencionada anteriormente no presente trabalho, e que está sendo retomada no presente capítulo, também destrói o fundamento da igreja cristã pós-moderna, pois seus preceitos também se constituem em desvios doutrinários à luz das escrituras. Uma das premissas da confissão positiva que deve ser refutada, pois discorda das verdades bíblicas, é a de que se o cristão não for próspero financeiramente e não tiver saúde é porque ele não tem fé ou vive no pecado. Essa afirmação cria uma concepção totalmente errônea do evangelho, já que propaga a idéia de que o homem terá a satisfação plena de seus anseios aqui na terra. Nessa perspectiva, percebe-se que a teoria da confissão positiva é errônea, pois Jesus Cristo, o filho de Deus, que desceu do céu, não manifestou essa prosperidade na Terra para servir de exemplo para seus seguidores. Ele afirma de si mesmo em Mateus 8.20 que: “Mas Jesus respondeu: As raposas têm seus covis e as aves do céu, ninhos; mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Jesus quando esteve na terra, o fez na condição de servo, ou seja, submeteu-se à vontade de Deus, pois nem em suas orações e nem em seu ministério em nenhum momento usurpou ser igual a Deus. Veja o que Romeiro (2007, p. 61) expõe sobre o assunto: Qualquer pessoa que examinar com cuidado os evangelhos perceberá que a tônica da vida e do ministério do Senhor Jesus era fazer a vontade do Pai. Examine, por exemplo, João 4:34; 5:30; 6:38; 7:17. Quando ensinou os seus discípulos a orar, Jesus inclui na oração: “Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. Será que Jesus estava errado? A conclusão óbvia é que não. Não tenho qualquer problema em orar “se for da tua vontade”, pois isto me coloca em boa companhia. Jesus orou no Getsêmani: “Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres” (Mc 14:36). E novamente: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade” (Mt 26:42). João escreveu ainda: “Se pedirmos alguma cousa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5:14). É possível inferir dos ensinos de Cristo que o homem deve submeter seus pedidos a vontade de Deus, demonstrando, desse modo, que os ensinamentos da confissão positiva que dizem que não se deve orar “se for da vontade de Deus” contrária totalmente os ensinamentos bíblicos, pois, segundo eles, essa forma de orar indicaria falta de fé. Acreditar nessa doutrina da confissão positiva, seria o mesmo que acreditar que o próprio filho de Deus não teria tido fé suficiente para manifestar a prosperidade aqui na Terra. Essa maneira de pensar constitui-se numa heresia, pois Jesus não foi rico materialmente, no entanto, manifestou poderosamente a sua fé, visto que em seu ministério operou inúmeras curas, libertações, milagres e ainda ressuscitou mortos. Convém ainda ressaltar que, o próprio Jesus afirmou em Mateus 26.11 que: “Os pobres sempre tende convosco, mas a mim nem sempre me tendes.” Vê-se, assim, que Jesus deixou bem claro que a pobreza existira, portanto não há algo errado em ser pobre como querem os teólogos da confissão positiva fazerem as pessoas crer. Além do mais, o próprio Jesus não tinha consigo dinheiro algum quando entrou com Pedro na cidade de Cafarnaum e precisou pagar o imposto, como está expresso em Mateus 17.27: “Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o, e entrega-lhes por mim e por ti.” Com o exemplo desse milagre da moeda retirada da boca de um peixe, pode-se perceber que Jesus poderia ser materialmente rico, porque Ele mostrou que possuía poder para executar qualquer milagre, inclusive financeiro; no entanto, em seu ministério sempre deixou claro que os cristãos não deveriam colocar seu coração nas riquezas materiais e, sim, buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça, como está exposto em Mateus 6.33: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas.” Há ainda que se falar que Pedro, apóstolo de Jesus, ao encontrar um mendigo na entrada do templo em Jerusalém não tinha uma esmola para dar-lhe, mas deu-lhe um tesouro muito maior como está expresso nas escrituras em Atos 3.6 que diz: “Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que eu tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” Romeiro (2007, p. 70) expõe o seguinte: Outro incidente de extrema importância para nossa análise encontra-se no livro de Atos. Quando Pedro e João chegaram à porta do templo, chamada Formosa, um coxo pediu-lhes uma esmola. Pedro disse ao paralítico: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” (At 3:1-8), e o homem foi curado. Naturalmente, Pedro e João não estavam debaixo de qualquer maldição, em pecado ou sem fé só porque não tinham nem prata nem ouro. Eles tinham algo melhor, a graça e o poder de Deus. Portanto, Pedro não possuía riqueza material, pois nem sequer uma esmola tinha para dar ao mendigo, no entanto, manifestou o poder da fé em Jesus Cristo ao dar-lhe um tesouro muito maior do que dinheiro que foi a sua cura. Em nenhum momento do ministério desses grandes homens de Deus, que viveram para disseminar o evangelho na Terra, vê-se apologia a busca de bens materiais, muito pelo contrário, o que se viu na igreja primitiva foi a pregação de um evangelho que libertava o homem do seu egoísmo e ganância, como vê-se em Atos 2.44-45: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.” Jesus mesmo exortou que o homem buscasse um tesouro eterno nos céus e que aqui na Terra vendesse os seus bens e repartisse o dinheiro com os pobres, como se pode constatar em Lucas 12.33 quando Jesus disse: “Vendei os vossos bens e daí esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome(...)”. Ao longo da Bíblia, portanto, constata-se a existência de vários homens tementes a Deus que viviam segundo os seus ensinamentos e que não vivenciaram a saúde física do seu corpo ou a abundância financeira, tais como: Jó, Paulo, Pedro, Timóteo, Elias, Eliseu, o próprio Jesus Cristo, alguns já mencionados acima, dentre muitos outros. Essa crença da confissão positiva contrária totalmente o que as Escrituras versam sobre o assunto, pois nas escrituras vemos o exemplo de Jó, que perdeu tudo o que possuía, inclusive seus filhos, e, ainda, padeceu com uma enfermidade terrível, mas foi reputado como servo justo e fiel na presença de Deus como verifica-se em Jó 1.8 que diz: “Perguntou ainda o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.” Veja o que Romeiro (2007, p. 53) explana sobre o assunto: O próprio Deus dá testemunho da integridade de Jó, de sua sinceridade e seu temor ao Senhor. Foi em meio às grandes provações que Jô deu profundas lições de fé, como está registrado em 13:15: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Almeida Revista e Corrigida). Há muitas pessoas dispostas a crer em Deus em troca de um belo carro, mansão e outros bens materiais. Poucas estão dispostas a crer nele em meio às adversidades. Pelo exposto, vê-se que não foi falta de fé de Jó ou pecado por ele cometido que o fez passar por tanta adversidade. Na verdade, Jó era homem integro e temente a Deus, mas Deus permitiu que Satanás tocasse nos bens e na família de Jô, no entanto, restringiu a ação de Satanás impedindo que tocasse em sua vida. Isso mostra perfeitamente que o que aconteceu a Jó foi permissão de Deus, pois se Ele restringiu a ação de Satanás poderia também ter impedido todas as demais ações dele, entretanto, não o fez. Há que se falar, ainda, no exemplo de Paulo, que vivenciou tanto a abundância como a escassez material, como a Biblia comprova em Filipenses 4.12-13: “Tanto sei estar humilhado, como ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância, como de escassez. Tudo posso naquele que me fortalece.” E não houve na Bíblia exemplo como o de Paulo que, após Jesus Cristo, foi o maior divulgador do evangelho, no entanto, Paulo vivenciou várias adversidades ao longo de seu ministério, porém jamais demonstrou falta de fé ou muito menos vivia em pecado, pois separou-se a si mesmo por amor a causa de Cristo. Além do mais, Paulo padecia de uma enfermidade terrível que o acompanhou ao longo da vida e que Deus não o libertou dela como comprova-se em II Coríntios 12.8-9: “Por causa disso três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.” Romeiro (2007, p. 53) a esse respeito expõe: O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo, aconselhando-o a tomar um pouco de vinho devido às freqüentes enfermidades de seu estômago (1Tm 5.23). Em outra carta, Paulo diz ter deixado Trófimo doente em Mileto (2Tm 4:20). Ele fala ainda de um problema pessoal acerca do qual orou a Deus três vezes para que o livrasse dele, e a resposta do Senhor foi: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”(2Co 12:7-10). Diante do exposto acima, observando-se, o ministério de Paulo, vê-se que ele manifestou inúmeros milagres, inclusive os seus lenços curavam os enfermos. Será que Paulo só não tinha fé para curar-se a si mesmo? Será que ele não desejava ver Timóteo ou Trófimo curados? É óbvio que não, pois Paulo tinha fé perfeita em Jesus Cristo, mas submeteu-se em todos os momentos a vontade de Deus, pois ele sabia que sua vontade era perfeita como afirmam as Escrituras em Romanos 12.2 que diz: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Assim, o que se percebe ao longo das escrituras é que os preceitos de Deus não se baseiam em abundância de víveres ou em saúde inabalável, como acreditam os teólogos da confissão positiva, mas na fé que se submete a determinação do plano de Deus para a humanidade. Na atualidade, esses preceitos da prosperidade e cura pregados pela confissão positiva têm se propagado facilmente nas igrejas cristãs pós-modernas devido a ansiedade do homem em conquistar as riquezas materiais e saúde perfeita do corpo para desfrutar delas renegando, assim, a segundo plano a busca pela salvação de sua alma. A propagação desse tipo de evangelho pregado na atualidade pode ser combatida pelas Escrituras Sagradas em conformidade com o texto de Mateus 6.19 que diz: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam nem roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” Veja que as Escrituras recriminam a atitude de se colocar no coração a busca pelas riquezas, porque essas coisas são transitórias, ou seja, passageiras; portanto, deve-se buscar a única coisa que é eterna que a salvação. Desse modo, não se deve andar ansioso pelas coisas materiais como disse Jesus na Bíblia em Mateus 7.25: “Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes?” Nessa passagem, Jesus está instruindo os cristãos a colocarem sua confiança em Deus e não nas coisas que se pode conquistar ao longo da vida, pois o homem só pode dar conta das preocupações que surgem a cada dia. Isso pode ser confirmado através da passagem bíblica de Mateus 7.34 que diz: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia seu próprio mal.” Outro pressuposto da confissão positiva discordante das Escrituras é o fato de seus teólogos afirmarem que receberam uma revelação divina dos ensinamentos que propagam. Pode-se contestar essa afirmação com base em Gálatas 1.8 que diz: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” Nessa perspectiva, qualquer pregação que seja discordante do evangelho de Jesus Cristo, mesmo que seja recebida por um anjo vindo do céu, seja considerada maldita, portanto, os preceitos pregados pela confissão positiva devem ser rejeitados por discordarem do evangelho de Cristo e, ainda, de acordo com as Escrituras Sagradas, seja considerado maldito. Além do mais, as profecias encerraram-se em João como está exposto em Mateus 11.13: “Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João.” e que pode ser confirmado em Lucas 16.16a que diz: “A Lei e os Profetas vigoraram até João”. Portanto, qualquer revelação que não esteja contida na Bíblia não tem procedência divina, pois todo pregador deve profetizar tendo como base o que já foi revelado por Deus nas Escrituras Sagradas por meio do Espírito Santo. É necessário também contestar a “fórmula da fé” que a confissão positiva tem propagado, que afirma que para se conseguir qualquer coisa faz-se necessário seguir quatro passos: dizer a coisa; fazer a coisa; receber a coisa e contar a coisa. O grande erro dessa fórmula da fé é que ensina os cristãos a crerem que tudo que eles quiserem obter só depende deles, ou seja, faz eles acreditarem que, independentemente de Deus, tudo o que quiserem receberão, pois para conseguirem tudo o que desejam só precisam praticarem esses quatro passos. Essa independência deles de Deus é tão visível que eles orientam os cristãos a não orarem segundo a vontade de Deus, pois confiar os pedidos a vontade de Deus para eles significa ausência de fé. Esse tipo de prática de fé é infundada, porque a fé não é um dom que o homem possa exercer independe de Deus, pois ela é uma dádiva da graça de Deus como está expresso em Efésios 2.8 que diz: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus.” Assim, esse tipo de crença é totalmente discrepante dos ensinamentos de Jesus, que ensina os cristãos a confiarem em Deus e a dependerem inteiramente de sua vontade, visto que a fé é dada por Deus. Outro preceito totalmente errôneo professado pela confissão positiva é a afirmação de que o homem é a encarnação de Deus assim como Jesus o foi. Eles afirmam que o homem não tem Deus dentro de si, mas que o homem é a própria encarnação de Deus. Esse ensinamento contrária a doutrina bíblica que versa que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus como vê-se em Gênesis 1.26a que diz: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;”. Primeiramente, não se pode considerar o homem a encarnação de Deus, pois a bíblia não afirma isso, as escrituras afirmam que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, ser semelhante não quer dizer igual, mas parecido. A prova de que o homem não pode ser encarnação de Deus é que ele pecou e perdeu até a característica de ser semelhante a Deus após a queda de Adão e com a prática do pecado tornou-se iníquo como está expresso em Salmo 51.5 que diz: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe.” Pelo exposto, vê-se que o homem não pode ser considerado encarnação de Deus, pois ele foi concebido em pecado, continua pecando e, por conseguinte, está destituído da glória de Deus como Paulo explana em Romanos 3.23 que diz: “Pois todos pecarem e carecem da glória de Deus.” Como seres destituídos da glória de Deus podem ser considerados a encarnação do próprio Deus? Diante de tudo que foi exposto acima, conclui-se que esse evangelho disseminado pela confissão positiva de que todo cristão tem que ser próspero e gozar de saúde perfeita, bem como de que os cristãos são a encarnação de Deus, destrói os fundamentos da igreja cristã pós-moderna, pois suas crenças enfatizam o ter ao invés do ser. Esse ensinamento abala a confiança dos cristãos em Deus, visto que os leva a crer que são capazes de conquistar o que quiserem independente de Deus, ou seja, incute neles a confiança de que podem conseguir algo por suas próprias forças, abalando, assim, a confiança do homem de depender inteiramente de Deus. Além do que, destrói a fé perfeita de se servir a Deus independente das circunstâncias ou do que Ele possa oferecer. O evangelho da auto-ajuda é outra doutrina discordante dos ensinamentos bíblicos que foi abordada no presente trabalho e que será retomada agora, no presente capítulo. Esse tipo de doutrina mina o alicerce da igreja cristã pós-moderna, pois seus ensinos são fundamentados na psicologia, arruinando, assim, a fé dos cristãos no que concerne a suficiência da Bíblia. Na atualidade, esse evangelho da auto-ajuda tem se propagado com muita facilidade nas igrejas cristãs, pois a maioria dos evangélicos aceita a psicologia como ciência e, portanto, a consideram capaz de auxiliar o homem cristão quanto as suas necessidades emocionais, mentais e comportamentais que não podem, segundo eles, serem resolvidas somente a luz da Palavra de Deus. O grande problema desse tipo de evangelho permeado de princípios da auto-ajuda é que introduz na igreja cristã a idéia de que o homem tem que ter amor-próprio, auto-estima, autovalorização, auto-imagem e auto-realização, ou seja, leva o cristão a centralizar-se na sua própria pessoa e nos seus interesses, tornando-o um ser individualista, pois há uma valorização do “ego” da pessoa, o que contrária os ensinos bíblicos que postulam que o homem deve colocar em Deus a sua confiança e não em si mesmo como verifica-se em Provérbios 3.5 que diz: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.” Esse tipo de ensino, que se centraliza na pessoa humana, destrói o fundamento da igreja cristã pós-moderna, pois exclui Deus do centro da vida humana, levando, desse modo, o homem a crer que pode resolver todos os seus problemas sozinho, retirando, assim, a dependência humana de Deus e o anseio de buscá-lo. Essa facciosa crença na auto-suficiência humana constitui-se em um problema sério para os que seguem essa doutrina, pois levará essas pessoas a desesperança quando não conseguirem resolver seus problemas, visto que para elas as soluções encontram-se em si mesmas. McMahon, no artigo A Psicologia Predita na Profecia, publicado na revista Chamada da Meia-noite, nº 6, Ano 38, afirma que: Se as soluções não se encontrarem dentro do ego, o homem sem Deus não tem mais a quem recorrer, e, conseqüentemente, não há esperança para a humanidade. Mas, hoje, em dia, os psicoterapeutas nos garantem que a cura para os males da humanidade de fato se encontra no íntimo do ser humano.[...] Logo, esse ensinamento da psicologia contraria o principal pilar do cristianismo que é a confiança em Deus, pois constitui-se numa heresia de proporções imprevisíveis para a igreja, visto que leva a humanidade ao desespero e, até mesmo, a descrença, quando não conseguir alcançar seus objetivos por si mesma. A psicologia, nessa perspectiva, não resolve os problemas sociais do homem, pois não encerra em si mesma as respostas para os seus conflitos interiores, visto que ela pode até ensinar o homem a lidar com seus conflitos, no entanto, não se constitui na resposta definitiva dos problemas da humanidade que se encontra em permanente duelo interior entre os anseios da sua carne e suas limitações. Portanto, depreende-se que a busca do cristão por esses conceitos é infrutífera, já que os dilemas da alma humana não podem ser resolvidos cientificamente por serem resultados dos estados da consciência humana. Além do mais, esse tipo de crença na auto-suficiência humana é totalmente refutada pela Bíblia em Jeremias 17.5: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor!” Portanto, quando o homem busca em si mesmo a solução de todos os problemas, sejam mentais, emocionais ou comportamentais, com certeza acabará se frustrando, pois não possui em si a capacidade de resolver problemas de tal complexidade que só podem ser resolvidos por Deus. Há ainda que se ressaltar, que ao buscarem auxílio nos conceitos da psicologia, os disseminadores do evangelho da auto-ajuda incorrem no erro de levarem os cristãos a crerem noutra fonte de fundamento doutrinário que não seja a Bíblia, o que contrária a crença cristã fundamental de que ela é autorizada, inerrante e suficiente para servir de parâmetro para o desenvolvimento de uma vida cristã saudável. McMahon (2007, p. 16-17) expõe que: A psicoterapia vendeu para a Igreja a mentira de que a psicologia pode ser utilizada numa integração com a Bíblia. Isso devia ser uma vergonha para qualquer crente prevenido. Uma vez que a psicologia e a Bíblia são fundamentalmente antagônicas, deveria ser óbvio que não pode haver uma integração legítima entre os ensinamentos de ambas. Além disso, se a Bíblia, que é o “Manual do Fabricante”, não é suficiente para tratar de “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade”, os seres criados por Deus devem buscar o bem estar mental, físico e comportamental em outra fonte. Mas, se o precisam buscar em outra fonte, então a alegação de que a Bíblia é autorizada, inerrante e suficiente também é falsa. Assim, não se admite que os cristãos busquem em outra fonte, que não seja a Bíblia, os fundamentos para seu pleno desenvolvimento mental, físico e comportamental, visto que ela é considerada a instrução do Criador para suas criaturas, como se vê em 2Timóteo 3.16 “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, afim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” Além do mais, o homem não pode basear-se na psicologia como fonte para resolução de seus problemas, visto que ela contraria a doutrina bíblica. Há que se falar, ainda, que o ensino da psicologia, que centraliza o ego humano, o faz baseando-se no princípio de que o homem é bom, constituindo-se, assim, noutro preceito que contraria os pressupostos bíblicos que afirmam justamente o contrário. Observe o que McMahon (2007, p.14) afirma sobre o assunto: A substituição de Deus pelo ego humano leva ao dogma central da religião da psicologia, a saber: o ser humano é inerentemente bom. Se a bondade inata não residir no cerne mais profundo da natureza humana, segue-se que a psicoterapia é uma prática inútil. Eis a razão: se o ser humano possui uma natureza pecaminosa, como a Bíblia demonstra, é impossível que consiga mudar por si mesmo. Em outras palavras, se sou inerentemente mau, eu sempre serei mau, visto que não há nada dentro de mim que me capacite a mudar. Contudo, se sou inerentemente bom, mas enfrento problemas em meu viver, ao fazer uso de vários métodos ou técnicas psicológicas, eu deveria ser capaz de extrair, utilizar ou perceber essa bondade inata para, dessa forma, curar ou solucionar os problemas que me afligem. Todos os “egocentrismos” psicoterapêuticos, a partir do amor-próprio para a auto-estima, à auto-imagem, à autoconcretização, à auto-realização – até chegar à autodivinização – são atribuídos com base na bondade intrínseca da natureza da pessoa. Pelo exposto, conclui-se que, para que a idéia da psicologia de que o homem pode mudar por si mesmo seja válida, faz-se necessário acreditar que a natureza humana é boa para que suas práticas o capacitem a mudar. No entanto, a Bíblia afirma em Gênesis 6.5: “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração.”, desse modo, de acordo com a perspectiva divina, a natureza humana é continuamente má, portanto, o homem não tem capacidade de mudar a si mesmo, ou seja, de encontrar soluções no seu interior para as adversidades da existência humana, assim, é necessário o homem buscar em Deus a transformação de que ele necessita, visto que Deus é o único que é bom e perfeito. Outro erro cometido pelos teólogos da auto-ajuda é não pregarem a inteireza da mensagem bíblica, utilizando apenas os textos bíblicos que consideram adequados as suas pregações exclusivamente motivacionais, contrariando a Palavra de Deus que diz em Atos 20.27: “Porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus." Logo, a pregação incompleta do evangelho vai minar o fundamento da igreja cristã pós-moderna, pois os seus seguidores não terão domínio da inteireza da mensagem bíblica tornando-se influenciáveis por qualquer doutrina que não seja condizente com a Escritura como se pode constatar em Efésios 4.14 que diz: “Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha de homens, pela astúcia com que induzem ao erro.” Dessa forma, constata-se que a Bíblia deve ser pregada na sua inteireza para que os cristãos não venham a ser influenciados por doutrinas errôneas por desconhecimento da Palavra de Deus. Diante de tudo que foi exposto acima, conclui-se que o evangelho da auto-ajuda desenvolve na igreja um princípio danoso cujo resultado leva os cristãos a distanciarem-se dos ensinamentos de Cristo, portanto tornando vão toda a apologética desenvolvida desde o início do Cristianismo para defender a fé professada por Cristo e seus apóstolos. Portanto, o que se percebe é que a aceitação dessas doutrinas falaciosas na Igreja Cristã Pós-moderna demonstra um período de grave declínio espiritual, pois a medida que os cristãos têm pouco conhecimento a respeito de Deus aceitam doutrinas errôneas por desconhecerem a verdade. Assim, o Cristianismo que é pregado na atualidade é desprovido de profundidade bíblica, sendo mais nocivo do que o de qualquer outra época histórica.

CONCLUSÃO


CONCLUSÃO Neste trabalho, verificou-se que as principais doutrinas que minam o fundamento da Igreja Cristã Pós-moderna adentraram facilmente o meio cristão, visto que houve uma relativização da verdade e dos valores morais e, por conseguinte, gerou-se um evangelho adaptável as exigências de uma sociedade consumista, individualista e capitalista. Observou-se que as igrejas deixaram de enfatizar a pregação do evangelho de Cristo e acreditar em sua suficiência para suprir os anseios humanos. Hoje, o que se percebe nas igrejas cristãs é a pregação de um evangelho mais humanista, em que se retira o foco de Deus colocando-o no homem e em seus problemas. Verificou-se, ainda, que os crentes abandonaram sua fé na suficiência da Palavra de Deus e buscaram auxílio em ensinamentos doutrinários antagônicos aos preconizados pelas Escrituras no intuito de satisfazerem os anseios de seus corações, que estão inclinados a buscarem os valores propagados pela pós-modernidade. Constatou-se também que as principais doutrinas que adentraram de modo significativo a Igreja Cristã Pós-moderna são propagadas por teólogos que pregam um evangelho construído sobre bases psicológicas humanistas e transpessoal, mesclando, assim, discurso religioso e psicológico na tentativa de satisfazer o homem em sua busca por saúde física, mental e espiritual no presente e não somente para um futuro após a morte, ou seja, no paraíso prometido na Bíblia. Ficou evidente também que essas doutrinas falaciosas criam a ilusão de que a vida pode ser controlada pelo homem, como se fosse possível fugir das contingências, dos acasos, das angústias e dos sofrimentos, que demonstram explicitamente a fragilidade humana. Dessa forma, criam a ilusão nos fiéis de que é possível vivenciar no presente a plenitude em todas as perspectivas, seja material, física ou espiritual. Além do que, verificou-se ainda que esses teólogos, propagadores dessas doutrinas que destroem o fundamento da Igreja Cristã Pós-moderna, permeiam seu evangelho com princípios da Nova Era e da psicologia, dentre outros, na tentativa de atraírem milhares de pessoas angustiadas com esse novo tempo de incertezas e, assim, também satisfazerem seus próprios propósitos, que podem ir desde a satisfação do próprio ego de verem suas igrejas super-lotadas até propósitos interesseiros de enriquecerem facilmente aproveitando-se da ingenuidade de alguns. Constatou-se, também, que essas doutrinas minam o alicerce da Igreja Cristã Pós-moderna por criarem seus conceitos a partir da desconstrução da verdade, levando os cristãos a crerem que a verdade não é fixa e objetiva e, sim, resultado da subjetividade de cada pessoa, contrariando, dessa forma, o preceito fundamental do Cristianismo de que a Bíblia é a verdade, pois é a revelação do Espírito Santo de Deus. Observou-se, ainda, que os disseminadores dessas doutrinas, como Teísmo Aberto, Confissão Positiva e Evangelho da Auto-ajuda, pregam ensinamentos que negam a divindade de Deus, pois afirmam o desconhecimento de Deus acerca do futuro e a sua impossibilidade de intervir no mesmo devido ao livre-arbítrio humano, bem como elevam os homens a categoria de deuses quando os faz acreditarem que podem conseguir realizar os seus propósitos através da utilização da mente, desprezando, assim, o auxílio de Deus. Além do mais, percebe-se que os ensinamentos dessas doutrinas abalam os alicerces da Igreja Cristã Pós-moderna, visto que induzem os cristãos a conhecerem a Bíblia apenas parcialmente, tornando os cristãos incapazes de constatar heresias dentro da igreja, pois esses pregadores dão uma ênfase maior em apenas alguns textos bíblicos, descontextualizando-os, o que se constitui em heresia. Conclui-se, portanto, que a luz da Bíblia o ingresso dessas doutrinas na Igreja Cristã Pós-moderna foi previsto por Deus, como constata-se em 2Pedro 2.1-3 que afirma: “Assim como no meio do povo surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina destruição. E muitos seguirão as suas praticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado a longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 2007. 720 p. CHAMADA DA MEIA-NOITE. Porto Alegre: Ed. Chamada, n. 5, maio 2007. ____________. Porto Alegre: Ed. Chamada, n. 6, jun. 2007. DANIEL, Silas. A Sedução das Novas Teologias. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. 302 p. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio: o Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. 2128 p. FRAME, John. Não há outro Deus: uma resposta ao teísmo aberto. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. 188 p. GEISLER, Norman L. e FEINBERG, Paul D. Introdução à Filosofia: uma perspectiva cristã. São Paulo: Vida Nova, 2002. 346 p. GONZALEZ, Justo L. Uma História do Pensamento Cristão: do início até o Concílio de Calcedônia. São Paulo: Cultura Cristã, 2004. Vol.1. 382 p. JOINER, Eduardo. Manual Prático de Teologia. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2007. 642 p. KREEFT, Peter e TACELLI, Ronald K. Manual de Defesa da Fé: Apologética Cristã. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2008. 624 p. MACARTHUR, John. A Guerra pela Verdade: lutando por certeza numa época de engano. São Paulo: Fiel, 2008. 262 p. OLSON, Roger. História da Teologia Cristã. São Paulo: Vida, 2001. 668 p. PIPER, John, TAYLOR, Justin e HELSETH, Paul K. Teísmo Aberto: uma teologia além dos limites bíblicos. São Paulo: Vida, 2006. 501 p. RENOVATO, Elinaldo. Perigos da Pós-modernidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. 233 p. ROMEIRO, Paulo. Supercrentes: o evangelho segundo Kenneth Hagin, Valnice Milhomens e os profetas da prosperidade. São Paulo: Mundo Cristão, 2007. 107 p. RUSSEL, Norman Champlin. Enciclopédia de Bíblia: Teologia e Filosofia. São Paulo: Candeias, 1991. Vol. 2. 995 p. RYRIE, Charles Caldwell. A Bíblia Anotada. São Paulo: Mundo Cristão, 1994. 1835 p. Versão Almeida, Revista e Atualizada. ____________. Teologia Básica: ao alcance de todos. São Paulo: Mundo Cristão, 2004. 659 p. VEJA. São Paulo: Ed. Abril, n. 27, 12 jul. 2006. WILSON, Douglas (org.); MACARTHUR, John; SPROUL, R. C.; FRAME, John e outros. Eu Não Sei Mais em Quem Tenho Crido: confrontando a teologia relacional. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. 208 p. APÊNDICE

sábado, 18 de agosto de 2012

QUAL O PAPEL DO CRENTE E DE DEUS NA SANTIFICAÇÃO?


John F. MacArthur Jr. Alguém falou a certo pastor: "A Escritura afirma que 'Não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim'. Não temos que fazer nada por nossa santificação, mas simplesmente nos rendermos a Deus e deixarmos que Ele faça tudo". Na verdade esta pessoa estava refletindo o ensino de um movimento nos Estados Unidos, chamado "Vida Mais Profunda" (deeper life), o qual afirma que, para se vivera vida cristã em santidade não se precisa fazer esforço algum, pois o poder deve vir de Cristo. Isso tem um pouco de verdade, mas exclui uma outra verdade igualmente importante: A Escritura exorta o crente a viver a vida cristã com esforço. Veja o que nos diz Hebreus 6:11-12 e 2 Pedro 1:5-7. Mas gostaria de enfatizar o que nos diz o apóstolo Paulo em Filipenses 2: "Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor. Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." Quietismo e Pietismo O que aquela pessoa falou ao pastor sobre santificação é chamado de "quietismo". O quietismo afirma que o cristão deve ser passivo no crescimento espiritual. Devemos deixar que Deus faça tudo, pois nosso frágil esforço só faz atrapalhar a ação de Deus. Devemos apenas "render-nos" ao Espírito Santo, e Ele nos dará a vitória. O oposto do quietismo é o "pietismo", que ensina que os crentes devem trabalhar muito e praticar uma autodisciplina extrema para conseguirem piedade pessoal. Devemos fazer estudos bíblicos enérgicos, ser auto-disciplinados, obedientes, diligentes para conseguirmos vidas santas. Mas não pára aí; adota padrões legalistas no seu modo de vestir, de comer, no seu estilo de vida, etc. Muitos quietistas e pietistas concordam em que a salvação é pela graça, por meio da fé, mas a discordância deles é na área da santificação. Os quietistas desprezam o esforço do crente e arriscam-se a promover a irresponsabi1idade, a apatia espiritual. Os pietistas exageram o esforço humano e tendem a provocar o orgulho e a cair no legalismo. Equilíbrio Adequado Vejamos o que Paulo nos diz no capítulo 2:12-13 de sua carta aos Filipenses: "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em, vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." No versículo 12, Paulo fala como um pietista, que nós ternos de agir: "desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor...". No versículo 13 ele fala como um quietista: que Deus é quem age: "Deus é quem efetua em vós...". Vemos aqui o perfeito equilíbrio, apesar de não compreendermos tudo completamente, pois o texto diz que devemos agir, mas na verdade é Deus que está operando em nós tanto o querer como o efetuar. Paulo não se preocupa em dar explicações, mas simplesmente afirma os dois lados. Quem pode compreender a mente de Deus? Seus pensamentos são muito altos para nosso entender limitado (Isaías 55:9; Deuteronômio 29:29). O mesmo problema existe no ensino bíblico sobre a salvação. O Evangelho exige um ato do homem no qual o pecador se arrepende e põe sua fé na pessoa e obra de Cristo. No entanto, a Escritura garante que a salvação é uma obra totalmente de Deus (Efésios 1:8,9) e que Ele escolheu pessoas para a salvação antes da fundação do mundo (Efésios 1:4-5). O mesmo se observa no ensino sobre a perseverança dos santos. Da mesma forma que a Bíblia exige "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida", ela nos garante que ninguém pode nos arrebatar das mãos de Deus (João 10:27-29) e que ninguém pode nos separar do amor de Deus (Romanos 8:33-35). A salvação está garantida, mas temos de perseverar. Na questão da santificação vemos o esforço do crente unido ao soberano controle de Deus. Paulo exemplifica este ensino ao dizer em 1 Coríntios 15: 10– "Pela graça de Deus sou o que sou; e sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã" Aqui soa como quietismo, mas logo diz: "antes, trabalhei muito mais do que todos eles", agora soa como pietismo, e termina afirmando: "todavia não eu, mas a graça de Deus comigo." Isso é quietismo novamente. Paulo não estava defendendo nem o pietismo nem o quietismo, mas mostrando um perfeito equilíbrio entre Deus, o qual opera no crente, e o crente mesmo, que se deve esforçar por ser santo. Ele nunca falou de sua santificação sem reconhecer ambos os lados. Dessa forma vemo-lo afirmando novamente, em Colossenses 1:28-29, que se afadiga e se esforça segundo a eficácia que opera nele. "Afadigo-me", no grego, é a palavra kopiao, que se refere ao trabalho cansativo, à exaustão. "Esforçando-me" no grego, é a palavra agonizomai, que significa agonizar, lutar, sofrer. Porém, completa: "Segundo a eficácia que opera eficientemente em mim". Os crentes devem usar todas as suas energias para servirem ao Senhor com diligência. Ao mesmo tempo, tudo que se realiza em nosso íntimo é a obra de Deus. Qual a nossa parte? Desenvolver a nossa salvação. "Desenvolvei a vossa salvação". No grego é o presente do imperativo "esforçai-vos incessantemente para desenvolver a vossa salvação". Não é uma ordem dada a incrédulos mas a crentes. Não é, portanto, um esforço para se ganhar a salvação, pois esta é um dom de Deus. Mas é um chamado aos crentes para que se esforcem e sejam diligentes no viver santo (2 Coríntios 7: 1; Efésios 4: 1). O sentido mais correto não é "trabalhem pela salvação", mas "trabalhem na salvação" em direção à consumação da fé, em busca da santidade. Vamos ao texto de Filipenses 2:12. Aqui vemos 5 frases que nos ajudam a entender como desenvolver a nossa salvação. "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor". 1. "Assim, pois": Compreendam o exemplo que lhes foi apresentado. Essa expressão nos leva de volta a Filipenses 2:5-11, onde Jesus é apresentado como modelo de humildade, obediência e submissão. Ele é o nosso padrão de vida (1 João 16). 2. "Amados meus": Entendam que vocês são amados. A Igreja de Filipos era uma igreja fiel, mas tinha problemas de orgulho e desunião e por isso Paulo dá ênfase na questão da unidade. Evódia e Sintique, duas mulheres, lideraram facções opostas uma a outra (Filipenses 4:2,3). Porém, apesar de tudo, Paulo os amava e por isso os corrigia e chamava de "amados". Deus é assim, ama, tem misericórdia de nós, mesmo quando fracassamos no nosso processo de santificação. 3. "Como sempre obedecestes": Entendam o valor da obediência. A palavra grega traduzida por "obedecestes" (hupakouo), significa literalmente "atender à porta", ou "obedecer, como resultado de ouvir". Ou seja, submeter-se ao que se ouviu. Foi o que aconteceu com Lídia ao ouvir a pregação de Paulo. Ela atendeu ao apelo do Evangelho, converteu-se, foi batizada e passou a servir a Paulo e seus companheiros. O mesmo aconteceu com o carcereiro de Filipos. Eles atenderam à Palavra. 4. "Não só na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência": Entendam seus recursos e responsabilidades. Eles buscaram a santidade por conta própria, e esta é uma responsabilidade de cada cristão. O apoio de irmãos é importante, mas é fácil nos tornarmos dependentes deles. Certos crentes perdem a pureza e a santidade, quando perdem o apoio espiritual de alguém. Mas, quando Paulo exige que eles desenvolvam a santificação ("vossa salvação"), está dando a entender que, em Cristo, eles podiam viver em santidade, independentes de qualquer ajuda externa. Nós somos responsáveis por nossa vida espiritual. 5. "Com temor e tremor": Entendendo as conseqüências do pecado. O pecado traz conseqüências, e esta é a razão porque devemos andar em santidade com temor e tremor. A palavra grega para "temor" é phobos da qual se originou fobia. A palavra grega para "tremor" é tromos que originou a palavra trauma. Estas palavras falam de um saudável temor de ofender a Deus, temor de pecar, de desonrar a Deus, do colapso moral, de entristecer a Deus e assim trazer a correção divina. lsaías no capítulo 66.2, fala do temor que Lhe agrada – "O homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da minha palavra". E no versículo 5 afirma: "Ouvi a palavra do Senhor, vós, os que a temeis". Portanto, a santidade exige esforço, não é algo fácil, pois significa ter disciplina, seguir a Jesus, ser obediente à Palavra, exercitar os dons e avaliar as conseqüências do pecado. Mas um temor saudável a Deus nos motivará a buscar esta santidade que Ele requer de nós. Qual a parte de Deus? Operar em Nós Em FI.2:13 Paulo explica.- "Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade". É Ele que habita em nós e nos dá o poder de fazermos a Sua vontade. Não temos capacidade em nós mesmos, a nossa capacidade vem de Deus. (2 Coríntios 15). Em Filipenses 2:13 vemos 5 verdades a respeito de Deus, que nos ajudarão a compreender o que Deus faz por nós na santificação. 1. A pessoa de Deus. "Deus é quem efetua em vós..." É Deus quem está envolvido com a nossa vida, com o nosso bem-estar espiritual. Ele habita em nós e quer que façamos o que Ele ordena. Nosso progresso espiritual não depende de nós, nem de nossas habilidades, nem da ajuda de outros crentes, nem dos pastores, nem mesmo de anjos. Mas é Deus quem opera em nós, realizando a nossa santificação. O mesmo Deus que nos conheceu de antemão, nos predestinou, nos chamou e nos justificou, é o mesmo que nos santifica e haverá de nos glorificar (Romanos 8:30). Que diferença dos deuses pagãos! Mas Deus nos acompanha e nos supre por toda a vida. 2. O poder de Deus: Operando. "É Deus quem efetua...". Esta palavra no original é energeo que se refere a uma energia ativa e produtiva. É um poder que opera o nosso progresso espiritual, a nossa santificação. Por isso estaremos seguros até o fim. "Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus" (Filipenses 1:6). 3. A presença de Deus: Em nós. Deus opera em nós. Paulo diz, em Efésios 3:20, que Deus "é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o Seu poder que opera em nós". Paulo não diz que Ele opera nos céus e sim em nós. Ele é a nossa suficiência. Aqui devemos lembrar que no V.T. os crentes adoravam no Tabernáculo, no Templo. Mas agora somos templo de Deus, pois Cristo habita no coração de cada crente. "Nós somos santuário do Deus vivente..." (2 Coríntios 6:16). Ele está conosco, sustentando-nos, suprindo e fortalecendo a nossa santificação. 4. O propósito de Deus: O querer e o realizar. É Ele que nos impulsiona a querer e a efetuar, dá-nos tanto o desejo como a habilidade. A palavra "querer" no grego é thelo que significa intento e inclinação. Deus nos dá desejos santos, agradáveis a Ele. Como? Em primeiro lugar, Ele nos dá uma santa insatisfação para com a nossa natureza carnal e corrompida. Foi isso que fez Paulo dizer em Romanos 7:14: "Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?". Em segundo lugar, Ele nos dá um desejo pelas coisas santas e puras. Isso vemos na biografia dos santos do passado e percebemos o quanto estamos longe desta dedicação a Deus. Em terceiro lugar, Deus nos dá o desejo de Lhe agradar, de causar-Lhe satisfação e isso resulta em um proceder santo. 5. A satisfação divina: Segundo a Sua boa vontade. A palavra grega traduzida por "boa vontade" é eudokia que significa satisfação ou agrado. Deus opera em nós para que façamos aquilo que Lhe agrada e satisfaz. Ou seja, desenvolver a nossa salvação com temor e tremor agrada a Deus. Somos muito queridos de Deus e quando fazemos aquilo que Lhe agrada, Ele fica satisfeito. Esta é a essência de qualquer relacionamento: queremos agradar a quem amamos. Queremos causar satisfação Àquele que perdoa as nossas iniquidades, resgata-nos da condenação eterna, coroa-nos com graça e misericórdia, enche de bens os nossos anos, de modo que a nossa mocidade se renova como a da águia (Salmos 103:3-5). Vemos que há uma maravilhosa combinação entre os nossos esforços e os recursos, providenciados por Deus. Servimos a um Deus que nos dá poder para vivermos para Sua glória. Este é o mistério do Cristianismo: "Cristo em vós, a esperança da glória" (Colossenses 1: 27) Deus nos chama para vivermos vidas santas, mas é Ele quem nos santifica. Deus nos convoca a servi-Lo, mas, na realidade, é Ele mesmo que nos impulsiona a isso por meio do Seu próprio poder em nós. A obra é dEle, mas é nossa também. A glória, contudo, pertence, somente a ELE. Soli Deo Gloria. Extraído do Jornal "Os Puritanos" Ano IV – No. 4 – 1996

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

QUANDO DEUS ESCONDE SEU ROSTO


A ausência da presença de Deus é um sentimento que todos os cristãos sentirão, não importa em que momento da vida terrena. Quando Deus retira de nós a percepção da sua presença é o modo da Bíblia expressar que: Deus ocultou a sua face. O termo grego “proswpon” de acordo com algumas versões é traduzido de três formas: “rosto”, “face” ou “presença”. “Verdadeiramente, tu és o Deus que te ocultas, o Deus de Israel, o Salvador”. Isaias 45: l5 (ARC). “Até quando, Senhor? Para sempre te esquecerás de mim? Até quando esconderás de mim o teu rosto”? Salmo 13: 1 (ARC). “Por que escondes o teu rosto e esqueces o nosso sofrimento e a nossa aflição”? Salmo 44: 24 (ARC). Essa afirmação expressa somente um sentimento, não uma realidade, algo muito subjetivo, não objetivo. Subjetivo: é quando nós só sentimos e objetivo: é quando nos mostra de fato a realidade. À verdade é que de fato Deus realmente jamais nos abandona. “Ninguém conseguirá resistir a você todos os dias da tua vida. Assim como estive com Moisés, estarei com você; nunca o deixarei, nunca o abandonarei” Josué 1: 5. Não tenham medo Jesus disse assim: “E eis que estou com vocês todos os dias até à consumação dos séculos”. Mateus 28: 20. Como Deus retira de nós a percepção da sua presença? Precisamos compreender que: independente de nós sentirmos ou não a sua presença, Deus está e estará sempre ao nosso lado. A ocultação da sua face é só uma aparente retirada da sua presença. Ele parece ter desaparecido quando nós não o sentimos, isso nos leva a reviver a experiência do salmista. “ De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito prescruta. Rejeita o Senhor para sempre? Acaso não torna a ser propício? Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações? Esqueceu-se de ser benigno? Ou, na sua ira, terá Ele reprimido as suas misericórdias?” Salmo 77: 6 ao 9. Esse tema é importante por muitos motivos, dos quais destacamos alguns aqui relacionados: (1) Precisamos saber a relevância que isso tem para a teologia, pois há um princípio coerente, porém não revelado quanto à ocultação da face de Deus. (2) Constitui-se um fenômeno comum sentido pelos cristãos em algum momento da jornada. (3) Devemos saber por que Deus esconde a sua face. Será imaginação nossa ou falta de fé? (4) Será um ato deliberado da parte de Deus? (5) Há como antecipar essa situação? ela pode ser evitada? (6) Novos cristãos enfrentam essa situação inadvertidamente; como podemos ajudá-los? Para distinguirmos quando a face de Deus foi retirada de nós, precisamos também sentir a percepção da sua presença se revelando a nós. Quando a face de Deus se manifesta realmente a nós, é como ter Jesus bem juntinho realizando feitos como pôr exemplo: “E o poder do Senhor estava com ele para curar os doentes”. Lucas 5: 17. Também quando o poder do Espírito Santo é real como aconteceu em Pentecostes. “Então os que lhe aceitaram a Palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”. Atos 2: 41. Deus não avisa quando vai revelar a sua face, assim como também não o faz quando oculta o seu rosto. A revelação da sua face pode acontecer em várias situações; quando cultuamos na igreja, durante a pregação, quando estamos orando, lendo as Escrituras ou quando compartilhamos o evangelho as outras pessoas e sentimos uma resposta positiva. A ocultação ocorre quando nos sentimos abandonados por Deus, aquele que ontem parecia tão real e hoje não responde nem mesmo quando lhe suplicamos. Logo dois sintomas se apresentam rapidamente: a incredulidade que aparece com certeza e a carnalidade começa a se apoderar de nós. Se Deus pelo menos nos avisasse. Olhe na segunda feira à tarde por volta das duas horas você notará a minha ausência. Mas simplesmente Ele desaparece repentinamente. Você está tão cheio de expectativa e de repente o futuro se torna tão incerto. A alguma razão para isso? Mesmo que haja muitas razões, Deus não precisa de nenhuma delas para nós avisar ele somente age sem revelar os motivos. Pode ser por causa dos nossos pecados? Pode; não devemos nos surpreender se Deus ocultar-nos a sua face devido aos nossos pecados, Ele mesmo já nos advertiu dessa possibilidade. “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”. Isaias 59: 2. Qual é realmente o propósito de Deus ao ocultar o seu rosto? Deus quer mostrar-nos exatamente como somos ou como estamos. Quando estamos cheios da alegria do Senhor, Deus está conosco. Mas ao ocultar-nos a sua face nós descobriremos como estamos espiritualmente. Às vezes Deus nos abandona de repente para podemos avaliar o quanto nós estamos progredindo espiritualmente. Ele não nos leva de A para Z, mais de A para B, de B para C, de C para D etc. Deus mesmo sabendo os resultados, tem todo o direito de nos testar. Isto manifestará os segredos do nosso coração originando duas atitudes. (1) Talvez nos sintamos envergonhados por não termos sidos aprovados no teste e reclamamos ou desistimos. (2) Talvez alegres possamos dizer: Bendita idéia e agradável surpresa dignificamos a Deus por esta prova inesperada. Apesar de tudo, Deus ao esconder a sua face pode estar nos provando para alcançar dois propósitos; (1) para nos motivar e (2) para produzirmos resultados positivos. As provas são predestinadas e é um dos meios pelos quais Deus usa para nos lapidar. “Para que ninguém seja abalado por essas tribulações. Vocês sabem muito bem que fomos designados para isso”. 1Tessalonicenses 3; 3. “Pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por Ele”. Filipenses 1: 29. Porém toda provação tem um tempo determinado e sempre ao terminar produz frutos de alegria. .“Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”. Hebreus 12: 11. A disciplina e o castigo também são aprendizagens forçadas e estão na essência da ocultação da face de Deus. “Pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. Hebreus 12: 6. Deus nos obriga a aprender para podermos produzir “frutos de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados”. Hebreus 12: 11. Todo cristão pode suportar quase tudo, contanto que possa estar vendo o rosto de Deus, porém a ocultação da sua face torna a correção algo difícil de suportar. Mas a correção só se torna correção quando percebemos que o desagradamos, como somos tentados a descrer ou até estimulados a questionar a Palavra de Deus. A nossa cumplicidade com Deus aponta a direção que devemos tomar quando Deus esconder a sua face. A primeira direção a tomar é composta de duas atitudes: (1) “Submeta-se à vontade de Deus e resista ao diabo” Tiago 4: 17. (2) Buscar a face de Deus como nunca. “Buscai o Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente”. 1Crônicas 16: 11. Se nos aborrecermos quando Deus oculta a sua face, já somos dignos de pena e significa que fracassamos no teste. Isso infelizmente acontece com alguns; mas somente com aqueles que não avançam além deste ponto. Mas se buscarmos a face de Deus mais do que nunca, estaremos fazendo exatamente o que Deus espera de nós, pois Deus só corrige a quem ama e seu propósito é ver o quanto o amamos. (João 2l: 15 a 17). Em quais condições nos encontraremos quando inesperadamente a presença de Deus for novamente sentida através de uma outra manifestação da sua face? Nos encontraremos louvando a Deus, enaltecendo-o e não duvidando dele? Ou nos encontraremos murmurando, questionando ou vendo falhas? Se o começo da ocultação da face de Deus representa um teste severo o fim da ocultação da face de Deus representa um teste ainda maior. Quando Deus oculta a sua face diante de um crente, essa pessoa experimenta um dos tempos mais obscuros e inigualáveis. Sem aviso algum a percepção da presença de Deus e afastada embora muitas passagens bíblicas nos assegurem de que a realidade é diferente, mas esse é um tempo que Deus está agindo dessa maneira para estimular a nossa fé. Durante quarenta dias Jesus refletiu a tendência do Pai, os discípulos nunca sabiam quando Jesus se mostraria; para eles parecia que Ele estava mais ausente do que presente.\ QUANDO

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

http://www.ubeblogs.com.br/profiles/blogs/ressuscitando-com-jesus


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União de Blogueiros Evangélicos: Não é o fim, tende bom ânimo.

União de Blogueiros Evangélicos: Não é o fim, tende bom ânimo.: "Levanta-te e come, porque o caminho te será sobremodo longo" I Rs 19:7 Wilma Rejane Não é o fim do caminho, ainda que v...

RESSUSCITANDO COM JESUS


Ressuscitar com Jesus é o que devemos desejar e pedir que aconteça conosco enquanto estamos aqui na terra. Não se trata da ressurreição escatológica do Final dos Tempos onde todas as pessoas ressuscitarão dos mortos; sejam os salvos ou os perdidos. “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acharem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”. Jo. 5: 28 e 29. Todos ressuscitarão graças à ressurreição de Jesus Cristo. “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo Ele as primícias dos que dormem”. 1Co. 15: 20. Convém ressaltar ainda, antes de continuarmos comentando o propósito do apóstolo Paulo de ressuscitar com Jesus que; o fato de todos ressuscitarem, no Final dos Tempos não é uma indicação de que todos foram regenerados para a salvação; porque nem todos serão salvos, mas somente os que crerem no Filho de Deus. “Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. Jo. 3: 18. Porém, algo muito diferente como Ressuscitar com Jesus é o que Paulo queria experimentar, mesmo enquanto ainda estava vivo no corpo da sua carne. Foi isso o que ele quis dizer com saber que Cristo é “ o poder da sua ressurreição”. Em seguida Paulo acrescentou que esperava “de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos”. Filipenses 3: 10 e 11. Com certeza algumas pessoas ao interpretarem Filipenses 3: 11 dirão que “de alguma forma, alcançar a ressurreição dos mortos” se refere à esperança de Paulo ressuscitar juntamente com todos no Final dos Tempos. Afirmo que não, pois ninguém sendo cristão precisa orar por isso, já está prometido e certo. Todos os cristãos ressuscitarão dos mortos e isso acontecerá independente do tudo o que acontecer, pois Cristo fará isso de repente e sem aviso na sua segunda vinda.“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”; 1Ts. 4: 16. Por essa razão seria ridículo Paulo desejar “de alguma forma” aquilo que inevitavelmente Jesus prometera. Filipenses 3: 10 e 11, de forma alguma se refere à escatologia. (1) Não se refere à ressurreição final dos mortos. (2) Não se refere a ressurreição física como uma recompensa. (3) Não se refere à salvação como uma recompensa pela fidelidade. (4) Nem sequer está falando de ressurreição física. O apóstolo Paulo quer “o poder da ressurreição” agora em vida. Ele sabe que isso não vem sem sofrimento, pois não existe ressurreição sem sofrimento. Não existe ressurreição sem crucificação e Paulo está disposto a morrer para obter a ressurreição. Mas a ressurreição que ele busca não é a do corpo e sim da pessoa que está dentro do corpo. Não pode haver o poder da ressurreição sem que a pessoa tenha sido crucificada, ou, em outras palavras; sem que o seu Eu tenha sido morto. Isso explica o “de alguma forma” de Filipenses 3: 11. Paulo está preparado para tomar medidas extremas a fim de experimentar o poder da ressurreição de Cristo. Porque isto é importante para nós? (1) É uma aplicação prática para entender o ensinamento sobre a ressurreição de Cristo. (2) É um passo adiante para os que desejam assemelhar-se a Jesus. (3) É um passo adiante para os que desejam ter mais poder em sua vida espiritual. (4) Nos ajuda a entender Filipenses 3:11, o que tem sido considerado um versículo difícil. Antes que possa haver uma ressurreição, precisa haver uma morte. Uma coisa é querer o “poder da ressurreição”, e outra coisa é querer a morte! Paulo declara: “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como Ele em sua morte”. Filipenses 3: 10. Porque Paulo deseja conhecer a Cristo? Com certeza ele conhece a Cristo, porém sente que dificilmente o conhece como poderia conhecê-lo e é por isso que ele acrescenta “a participação em seus sofrimentos”. Muitos de nós queremos “ressuscitar com Jesus”, porém quantos de nós desejamos compartilhar os seus sofrimentos. Paulo deseja tão intensamente “o poder da ressurreição” que está preparado para ir aos extremos a fim de experimentá-lo. “Agora me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja”; Colossenses 1: 24. “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora eu tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Gálatas 3: 19 e 20. “Porquanto, para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Filipenses 1: 21. Desejar “o poder da ressurreição” é estar preparado para trilhar todo o caminho da cruz com Jesus, e por todos os meios, pois foi Ele mesmo que disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á”. Mateus 16: 24 e 25. Estamos nós preparados para sofrer o que Ele sofreu? O que sofreu Jesus naquela cruz? (1) Desonra. Jesus não teve prazer nisso, mas “pela alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus”. Hebreus 12: 2. Havia a desonra da nudez: somente criminosos eram crucificados nus, pois eles eram considerados os mais vis; a escória da terra. Havia a desonra de ser classificado como um criminoso comum. Havia a desonra de ser considerado um enganador. “No dia seguinte que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei”. Mateus 26: 62 e 63. Ele sofreu a vergonha de um suposto fracasso aparente e também de ser mal entendido. (2) Silêncio. “Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, Ele não abriu a boca”. Isaias 53: 7. Ele só podia falar à medida que o Pai o impelisse. Herodes: “interrogou-o com muitas perguntas, mas Jesus não lhe deu resposta”. Lucas 23: 9. Perante Pilatos: “Ao ouvir isso, Pilatos ficou ainda mais amedrontado e voltou para dentro do palácio. Então perguntou a Jesus: De onde você vem? Mas Jesus não lhe deu resposta”. João 19: 8 e 9. Jesus não disse uma palavra quando os que o odiavam ficaram no controle da situação e por isso os que o seguiam ficaram confusos. “Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos, pois Ele quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça”. 1Pedro 2: 21 e 23. (3) Sacrifício. Naquela cultura um animal sacrificado era um animal descartado, um artigo desprezado e você nunca esperaria vê-lo outra vez. Sacrifício da alto-entrega é você não se considerar necessário ou importante e você não amar a sua vida “diante da morte”. Apocalipse 12: 11. Você sacrificar sentimentos pessoais perdoando totalmente a todos. “Jesus disse: Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”. Lucas 23: 34. Você continuar servindo aqueles que necessitam. “Jesus voltou-se e disse-lhes: Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem por vocês mesmas e por seus filhos”. Lucas 23: 28. (4) Solidão. “Todos os discípulos o abandonaram e, fugiram” Mateus 25: 26. Ele sofreu sozinho no Getsêmani, pois os discípulos dormiram. “Depois, voltou aos discípulos e os encontrou dormindo. Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?” Mateus 26: 40. No fim foi abandonado por Deus. “Cerca da hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni; que significa: Meu Deus! Meus Deus! Porque me abandonaste?” Mateus 27: 46. Paulo levou tudo isso em conta ao afirmar que queria compartilhar dos sofrimentos de Cristo. Ressuscitar com Jesus foi o desejo de Paulo expresso em Filipenses 3: 10 e 11. Ele desejou experimentar o poder da ressurreição em sua vida, experimentar Jesus de uma maneira tão real quanto foi para os primeiros discípulos, ser controlado pela vontade do Pai. Ele compreendeu que, para experimentar esse poder, precisava estar preparado para viver como Jesus morreu, compartilhando dos seus sofrimentos e de sua desonra.

domingo, 29 de abril de 2012

ENCHIMENTO DO ESPIRITO

Texto: Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissoluções, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor, com hinos e cânticos espirituais, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, e sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo. Ef. 5: l8-2l. O apóstolo Paulo ao começar este texto repreendendo os crentes de Éfeso quanto a incontinência no tocante ao uso do vinho, propôs demonstrar não só a perda do controle cerebral, causador da extinção sócio-efetiva, mas também fazer uma distinção entre a manifestação do Espírito e o enchimento do Espírito. A Bíblia nos aponta alguns exemplos de como a manifestação espiritual se assemelha demasiadamente a embriagues causada pelo uso de bebidas fortes. Separamos alguns exemplos bíblicos para confirmar esta afirmação. Começamos com a história de Ana esposa de Elcana, uma mulher angustiada de espírito que chorava e não comia devido o opróbrio da sua infertilidade. Ao derramar constantemente a sua alma na presença de Deus, balbuciava através do coração movendo seus lábios inconscientemente sem emitir som nenhum. Ao observá-la o sacerdote Eli a teve por embriagada e lhe disse: “Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti este vinho. Porém Ana respondeu: Não senhor meu, eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o Senhor”. lSm. 1: 14 e l5. Em Isaias nós encontramos outro tipo de embriagues; a embriagues do cálice do atordoamento da alma. A nação de Israel estava sofrendo uma opressão tão grande que a aflição de espírito do povo equiparava-se a uma embriagues de vinho. “Pelo que agora houve isso, ó tu que estás aflita e embriagada, mas não com vinho. Assim diz o Senhor, o Senhor teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice do atordoamento, o cálice do meu furor, jamais dele beberás; pô-lo-ei nas mãos dos que te atormentaram, que disseram a tua alma; Abaixa-te, para que passemos sobre ti; e tu puseste as tuas costas como chão e como rua para os transeuntes”. Is. 5l: 21 - 23. Sem falar nos apóstolos que no dia de Pentecostes ao serem tomados pelo Espírito Santo e falarem em línguas estrangeiras também foram tomados como se estivessem embriagados. O próprio apóstolo Paulo afirma que foi arrebatado não sabe como, se foi no corpo ou no espírito, mas que somente Deus o sabe, o mesmo foi transportado até ao terceiro céu. Existe uma grande diferença entre enchimento do Espírito e manifestação do Espírito. Quando o apóstolo Paulo se refere; “mas enchei-vos do Espírito”, ele está estimulando aos crentes de Éfeso a buscarem constantemente o enchimento do Espírito, isto é uma ação pessoal, consciente e permanente do crente em busca da plenitude espiritual, o mesmo que andar no Espírito e produzir os seus frutos. Já a manifestação do Espírito é uma ação impessoal, incomum, e temporária do Espírito no crente quando usado pelo Espírito Santo independente de quem seja a pessoa e o tipo da manifestação, porém sempre visando um determinado propósito de Deus. A manifestação é múltipla, porém o Espírito é um só o qual distribui a cada um os seus dons conforme a sua vontade. 1 Co. l2: 4 e 11. “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos que sejais ignorantes”. 1Co. l2: 1. Os dons são do Espírito, excepcionais e temporários. 1Co. l3: 8. O que diferencia o enchimento do Espírito da manifestação do Espírito são duas perguntas: Manifestação do Espírito – O quanto o Espírito Santo usa de mim? Enchimento do Espírito – O quanto o Espírito Santo possui de mim? Esse é o motivo pelo qual o apóstolo exortar-nos para enchermo-nos do Espírito Santo para que Ele realmente habite em nós. Existem exemplos bíblicos para comprovar que a manifestação do Espírito através dos crentes não significa que os mesmos sejam pessoas espirituais, pois como ficou bem claro a manifestação é do Espírito é única e exclusivamente do Espírito Santo que nos usa como quer e quando quer. Os dons não contribuem em nada para a santificação do crente, mas somente para o trabalho durante a jornada, portanto, não imagine em seu pensamento que as manifestações do Espírito Santo realizadas através de você contribuirá em alguma coisa para a sua salvação. A igreja de Coríntios era profundamente rica em manifestações do Espírito, porém no seu seio havia prostituição, adultério, intrigas, divisões e preconceitos, isso tudo do conhecimento dos seus dirigentes, sendo assim não frutificavam em nada quanto à santificação para a vida eterna. “Agora, porém, libertos do pecado, transformados em servos de Deus, tende o vosso fruto para a santificação e por fim a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. Rm 6: 22 e 23. Vejam que em toda a trajetória da igreja sempre existiram e existirão falsos profetas que utilizam as manifestações do Espírito Santo, as quais Jesus Cristo deixou para representar a sua presença no nosso meio, com um único proposto; o de usufruir lucros materiais e desses o apóstolo Paulo nos faz a seguinte advertência: “Rogo-vos, irmãos que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, Nosso Senhor, e, sim, a seu próprio ventre; e, com suaves palavras enganam os corações dos incautos”. Rm. 16: 17 e 18. O Senhor Jesus Cristo nos deixou o exemplo de como distinguir os propósitos dos corações tanto dos que lhe são fiéis quanto dos infiéis. “Acautelai-vos dos falsos profetas que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos naquele dia, hão de me dizer: Senhor, Senhor! porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”. Mt. 7: 15 ao 23. O Senhor Jesus Cristo afirmou neste texto por duas vezes que é pelos frutos que ele reconhece os que são seus. “Produzi, pois, fruto digno do arrependimento; e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. Já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo” Mt. 3: 8 ao 10.

terça-feira, 13 de março de 2012

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União de Blogueiros Evangélicos: Pastor Youcef Nadarkhani - Saiba Como Ajudar em Su...: Wilma Rejane O advogado de defesa do pastor iraniano youcef Nadarkhani anunciou que o lider supremo Ali Khamenei Ayatolla irá revelar sua...

CONHECENDO DEUS

O resultado da ação do pecado na humanidade foi á ausência do poder de Deus na vida do homem, mas também o desconhecimento das obras de Deus, do seu desejo e principalmente da sua vontade, resultaram nas maiores consequências quais sejam; a morte física e o eterno afastamento do homem de Deus denominado de morte espiritual conforme a Carta aos Romanos capítulo 6 versículo 23; “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. O ser humano perdendo o relacionamento que tinha do favor de Deus, inevitavelmente necessita de uma restauração, para buscar conhecer a Revelação Especial de Deus que o apóstolo Paulo pregou em 1Co. 1: 23 e 24; “mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os (descrentes) gentios; mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus”. Como percebemos, começamos a conhecer Deus através do seu Filho Jesus Cristo como sendo Ele: o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Mas, este é só o começo da Revelação Especial de Deus, pois existe em nós uma necessidade constante de buscarmos conhecer mais e mais o nosso Deus. Esta necessidade foi revelada pelo profeta Oséias no capítulo 6 versículo 3; “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor; como a alva a sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva seródia que rega a terra”. Então:“Que faremos para realizar as obras de Deus”? Foi esta a pergunta que fizeram a Jesus Cristo os seus discípulos. “Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta, que creias naquele que por Ele foi enviado”. João 6: 28 e 29. O desejo de Deus está em dois fundamentos que só através da Revelação Especial de Deus pode ser realizado, pois Ele determinou que somente Jesus Cristo pode interceder em favor do homem, não somente para salvá-lo, mas também instruí-lo em todo o conhecimento da verdade de Deus. “Isso é bom e aceitável diante de Deus, nosso Senhor o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porquanto há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus homem, o qual a si mesmo se deu em resgate de todos; testemunho que se deve prestar em tempos oportunos”. 1Tm. 2: 3, 4, 5 e 6. Todo o pleno conhecimento de Deus em sua completude, extensão, e glória está em Jesus Cristo porque Ele veio ao mundo como Deus, pois Ele mesmo afirmou em duas ocasiões: (01) “Disse-lhe Jesus: Felipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim, vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai. Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que Eu vos digo não as digo por mim mesmo, mas o Pai que permanece em mim,faz as suas obras”. João 14: 9 e 10. (02) “Eu e o pai somos um”.João 10: 30. Muitos se empenham em diversas tarefas supondo que através delas estão fazendo a vontade de Deus. À vontade de Deus é À vontade de Jesus Cristo; “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto nele (em Jesus Cristo) habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Também nele estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade”. Colossenses 2: 8, 9 e 10. Como a Revelação Especial de Deus é Jesus Cristo conhecer a vontade de Deus é o mesmo que conhecer a vontade de Jesus Cristo que esta em 1 Tessalonicenses 4: 3, 4, 5, 7 e 8. “Pois esta é a vontade de Deus a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra, não com o desejo da lascívia como os gentios que não conhecem a Deus, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e, sim, em santificação. Destarte, quem rejeita estas coisas não rejeita ao homem, e, sim, a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo”. Todas as ações do nosso Deus estão voltadas para o resgate do homem da degradação da sua humanidade, porém a sua vontade está em Jesus Cristo como Ele próprio afirmou no evangelho de João 6: 40. “De fato à vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia”. O completo conhecimento de Deus está em receber o seu Filho como o Senhor e Salvador das nossas vidas só assim é que podemos alcançar a nossa justificação. Jesus Cristo se torna o nosso salvador quando primeiramente o aceitamos como o Senhor das nossas vidas. Ele mesmo disse esta frase: ”Por que me chamais Senhor, Senhor e não fazeis o que vos mando”. Lucas 6: 46. Se Ele não é o Senhor da vida de alguém para fazê-lo caminhar de acordo com a sua Palavra, esse alguém não tem ninguém para Salvá-lo. “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. Atos dos Apóstolos 4: 11 E 12.

sábado, 17 de dezembro de 2011

FÉ, CRER E SABER


*FÉ, CRER E SABER
TEXTO BÍBLICO
       “Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos”.
       “A saber: Se com a tua boca confessares o Senhor Jesus, e no teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo”. 
        “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. Rm. 10: 8-10.

INTRODUÇÃO
      
O Apóstolo Paulo no versículo 8 está fazendo três afirmações sobre a palavra da fé que ele pregava. Em primeiro lugar ele afirma que a Palavra deve estar sempre junto de nós, isto é, sempre o mais perto possível e o mais perto possível é a nossa mente, porque na mente ela lembrará sempre da nossa convicção cristã; em segundo lugar é que a Palavra deve estar na nossa boca pronta a ser confessada, pois a confissão é a prova do nosso arrependimento a respeito da salvação e a terceira afirmação é que a Palavra da fé também deve está no nosso coração para resultar na nossa justificação, pois a Palavra ouvida gera fé no nosso coração. No versículo 9 e versículo 10, as afirmações são as mesmas, só que o apóstolo usa a palavra crer em vez da palavra da fé.
       Muitas vezes encontramos a palavra crer sendo usada num sentido muito diferente do seu significado real.
       Certa vez; ouvi alguém pelo rádio pregando assim: você quer um exemplo do que significa a palavra crer?  Crer é quando eu me dirijo a uma parada de ônibus e tenho a certeza de que o ônibus vai passar por ali.  Vocês não acham que esse pregador esqueceu alguma coisa? É que ele não disse se já esteve ou não naquela parada de ônibus.
       Se ele já esteve ali sabe muito bem que o ônibus vai passar ali, não precisa crer, ele conhece o lugar. Isso se chama conhecimento ou saber. Mas se ele nunca esteve naquela parada e acredita que o ônibus vai passar por ali, é porque aceitou como verdadeiro o testemunho de alguém que lá esteve. Isso é o que se chama crer ou acreditar no que foi ouvido.
       Crer é ter fé no testemunho de alguém e ter certeza da realidade de algo desconhecido e que você nunca viu. Agora o saber, se baseia nas evidências dos nossos sentidos; nós vemos, nós ouvimos ou nós experimentamos.                                            

DESENVOLVIMENTO                                     
      
Assim como existe diferença entre crer e saber, a Bíblia também apresenta duas espécies de fé: uma é a fé teórica ou intelectual, que geralmente nós chamamos de crença e a outra é a fé salvadora. “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados”. Rm. 2: 13.
       Nessa colocação o Apóstolo mostra claramente dois tipos de resultados. A fé daquele que só ouve a Palavra e a fé daquele que pratica a Palavra.
       Simplesmente crer nos fatos e nas doutrinas cristãs, não é o suficiente para a salvação das nossas almas, embora muita gente e muitos cristãos pensem assim.
       Se refletirmos por um momento, constataremos que um indivíduo pode teoricamente ser um dedicado ouvinte da Palavra de Deus, porém, na prática, deixa muito a desejar. Seu coração pode permanecer propenso a desobedecer a lei moral que está contida na Palavra de Deus. Essa simples crença não é melhor que a dos demônios e as Escrituras evidenciam este fato. Todos eles crêem e sabem que Jesus é o Cristo de Deus.  Eles crêem que só há um Deus; sábio, poderoso, gracioso em recompensar, porém justo em punir. Também crêem que Jesus Cristo é o filho de Deus e o salvador do mundo. Ouça o que um deles chegou a declarar sobre Jesus: “Que temos nós contigo Jesus Nazareno. Bem sei quem és: o Santo de Deus” Lc. 4: 34. Em uma outra passagem, mais um deles foi constrangido a dar um testemunho de Deus: “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo”. At. 16: 17. Segundo o apóstolo Tiago irmão de Jesus, eles crêem a ponto de estremecer. Eles podem dizer que Jesus Cristo é o Salvador, porém a fé deles é a mesma daqueles que tem somente a fé teórica que só vão até ai. Agora poder dizer e tomar posse da afirmação de que Jesus Cristo é meu Senhor e meu Salvador, só os da fé prática e salvadora os verdadeiros cristãos podem dizer.
        Nós enumeramos três afirmações que nos dão um sentido de como adquirir uma fé prática e salvadora. A primeira afirmação foi de Lutero: Lutero diz que a vida cristã consiste de crentes possessivos, tem que tomar iniciativa para alcançar o objetivo. O cristão não pode ser conformado e acomodado com esse mundo, Lutero não se conformava com a doutrina da igreja quando esta se desviava das Escrituras. A segundo afirmação é de Paulo: Paulo afirma que, na fé salvadora, há todo um envolvimento do crente. Quando ele fala “com o coração se crer para justiça”, o coração é o comando de todo o corpo humano e na Bíblia ele é centro da personalidade da razão e da vontade, esse é um exercício da fé no homem interior. Esta fé é a fé salvadora e se torna realidade em nossas vidas quando nós ouvimos a Palavra de Deus e nos tornamos praticantes da mesma. E a terceira afirmação é uma afirmação de Jesus Cristo em Mateus 11: 12 que serve de recomendação para os que buscam a salvação: “os que se esforçam é que se apoderam do reino dos céus”. Esses que se esforçam são aqueles que ouvem a Palavra da Fé e se esforçam para praticarem assim como a ouviram.
       Como vemos na vida real, de nada adianta a teoria sem a prática, assim também na vida espiritual a Fé só é confirmada quando existe a Fé teórica e a Fé prática, ou seja; o ouvir e o praticar a Palavra de Deus. Só realmente se recebe o Senhor Jesus quando praticamos as duas atitudes.
 Em muitos textos bíblicos o verbo ouvir deixa de ser usado no seu sentido original que é o exercício de escutar para assumir outros significados como pôr exemplo: obedecer, praticar, exercer dentre outros. 
       “A fé vem pelo ouvir e o ouvir (praticar) pela Palavra de Deus”. Rm. 10:17. Ver em Deuteronômio 11:27, o mesmo significado para a segunda palavra ouvir, que Paulo emprega no versículo citado acima. “A benção, quando ouvires (praticares) os mandamentos do Senhor vosso Deus que hoje vos mando”. Só então, Jesus passa a ser tudo em nós, produzindo mudanças através de um novo viver, com novas atitudes, e exercendo em nossas vidas uma influência santificadora.
        Essa Fé salvadora, a morte e a encarnação do Filho de Deus já adquiriram para nós cristãos. “Cristo Jesus, a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda a iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso e de boas obras” Tt. 2: 14. Não nos contentemos somente com o conhecimento intelectual de Cristo. Devemos amar Jesus e reconhecer os benefícios que dele temos recebido. Não creiamos somente no fato dele ser o Filho de Deus e Salvador do mundo, mas dirijamo-nos a Ele pessoalmente pedindo-lhe graça e misericórdia. Alegremo-nos também com ele. Não o conheçamos somente de ouvir falar

CONCLUSÃO   
      
A nossa fé, portanto, não significa apenas concordarmos com o Evangelho de Cristo, mas ter no coração a plena confiança nos méritos de Sua vida, morte e ressurreição como único meio suficiente de nos remir da morte eterna, restituindo-nos vida e imortalidade, visto que Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.
       “Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. Rm. 10:10. Encha seu coração de Jesus. A fé vem pelo ouvir, mas realmente ela se abriga no coração, e a boca confessa aquilo que o coração está cheio.
       A árvore da fé salvadora é conhecida pelos seus frutos, portanto “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. Tg. 1: 22.
       Esforcemo-nos para que a fé prática preencha nossas mentes e os nossos corações.